C Conferentia Proceedings
SBMR-03-0009 Estabilidade de Taludes Rochosos

ESTABILIZAÇÃO DA ESCARPA DAS FONTAINHAS, ENTRE AS PONTES LUIZ I E MARIA PIA, NO PORTO

Sérgio Paulo Parada Rosa1; Pedro Canelas Chitas Martins1; Vitória da Conceição Rodrigues1; Hélder Pereira2

1 Cenor, Consultores, SA; 2 Gestão de Obras Públicas, EM - Câmara Municipal do Porto

doi:10.20906/CPS/SBMR-03-0009

Resumo

A presente comunicação refere se à estabilização de um trecho de escarpa rochosa localizado na margem direita do Rio Douro, na cidade do Porto, entre as Pontes Luiz I e Maria Pia, com cerca de 910 m de extensão e 55 m de altura. Nesta escarpa têm vido a ser registadas várias ocorrências de queda de blocos e de deslizamentos de terras, os quais têm provocado danos, por vezes significativos, quer nos aglomerados populacionais existentes, quer em edificações e ruínas existentes com elevado interesse patrimonial, bem como na via férrea do Ramal da Alfândega e na Av. Gustavo Eiffel. Com o objectivo de promover a sua estabilização, foi desenvolvido um projeto que teve por base a caracterização geológico-geotécnica do maciço rochoso, nomeadamente o estudo da sua compartimentação, a caracterização da fracturação e a análise cinemática das roturas expectáveis, e o levantamento das situações que contribuíam para a instabilização da escarpa. Com base nestes dados procedeu-se à concretização das soluções de estabilização técnico economicamente mais ajustadas às situações identificadas. Para além de fatores de instabilização geomorfológicos, esta escarpa apresentava outros fatores, de natureza antrópica, bastante significativos, visto encontrar-se densamente ocupada pelos bairros dos Guindais (situado junto à ponte D. Luís), das Fontainhas e Nicolau (ambos localizados junto à ponte do Infante), bem como por infraestruturas de drenagem e ferroviárias. Devido a localizar-se em meio urbano, por vezes de interesse patrimonial, e se tratar de uma zona de grande exposição na margem direita do rio Douro, a estabilização da escarpa foi assegurada mediante a adoção de soluções de baixo impacte paisagístico, tais como o saneamento de blocos e materiais soltos, a aplicação de redes metálicas reforçadas pregadas e de redes de encaminhamento e a execução de pregagens pontuais associadas ao refechamento de fendas. Também a reabilitação dos muros em pedra aparelhada foi prevista de forma tradicional, em detrimento de soluções em betã

Palavras-chave: Estabilização de Escarpas ; Redes metálicas pregadas; Reabilitação

Como citar

Sérgio Paulo Parada Rosa; Pedro Canelas Chitas Martins; Vitória da Conceição Rodrigues; Hélder Pereira. “ESTABILIZAÇÃO DA ESCARPA DAS FONTAINHAS, ENTRE AS PONTES LUIZ I E MARIA PIA, NO PORTO”. VII Simpósio Brasileiro de Mecânica das Rochas. SBMR2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/SBMR-03-0009