Análise da eficiência do sistema de vedação da fundação em granito de uma barragem de concreto
Marieli Biondo LOPES1; André Pacheco ASSIS2
1 UFOP; 2 UnB
Resumo
O Brasil possui um dos maiores parques hidrelétricos do mundo, dispondo de um potencial hidrelétrico de 240 milhões de quilowatts, (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERIA ELÉTRICA, 2015). Sua capacidade de geração é semelhante à posição da Arábia Saudita e do Iraque em relação ao petróleo, porém com a vantagem de mais de 90% da capacidade de energia ser baseada em dois elementos gratuitos: a gravidade e a água (SILVA, 2014). A primeira barragem construída no país foi Ribeirão do Inferno, em Diamantina no Estado de Minas Gerais, em 1883, e desde então o país se tornou um dos grandes fornecedores de conhecimento e adoção de práticas nesta disciplina, onde fortes exigências técnicas estão já classicamente consagradas. Em relação às técnicas consagradas no que diz respeito aos tratamentos de fundações das barragens, existem muitas discussões e controvérsias ainda sobre a real necessidade e importância de cortinas de injeção (técnica mais utilizada para este fim). Muitos profissionais acreditam que o serviço poderia ser barateado e reduzido se estas cortinas fossem concentradas nas regiões de maiores consumos e se fosse dada maior ênfase às cortinas de drenagem. Outros profissionais, não descartam a execução de uma cortina de injeção em toda a estrutura. Esta é uma atividade que varia de projetista para projetista e que dificilmente segue um critério específico de adoção de profundidade, diâmetro, equipamentos ideais entre outras características. Este estudo aprofunda os conhecimentos sobre a eficiência de tratamentos de vedação em fundações rochosas de barragens de concreto, com o uso de cortinas de injeção com calda de cimento. Tratamentos como este permitem a redução do coeficiente de permeabilidade do maciço e a subpressão. Para atestar a real eficiência dos serviços de vedação, estudou-se o vertedouro da UHE Jirau (Rio Madeira/RO), uma hidroelétrica que ocupa a posição de 5º lugar na lista das 10 maiores hidrelétricas do país, segundo Chiossi (2013). O estudo foi realizado através de três análises: redução do coeficiente de
Palavras-chave: Permeabilidade; Subpressão; Cortina de Injeção