INFLUÊNCIA DA FORÇA AXIAL, DA ROTAÇÃO E DAS GEOMETRIAS DO PINO E DO FURO, NA QUALIDADE DO REPARO DE TRINCAS POR ATRITO
Raphael Rezende Pires1; Lucas Antônio Caixeta1; Marcelo Torres Piza Paes2; Sinésio Domingues Franco1
1 Universidade Federal de Uberlândia; 2 Petrobras, Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo M. de Mello
Resumo
As intervenções realizadas no processo produtivo da indústria do petróleo, visando o reparo de estruturas e dispositivos mecânicos, são em sua grande maioria operações onerosas e de extrema complexidade. Mais especificamente, tratando-se do reparo ou preenchimento de trincas em áreas classificadas com riscos de explosão, bem como sob influências do ambiente externo, tornando-se, na maioria dos casos, difícil o emprego da técnica de soldagem a arco voltaico. É neste contexto, que o processo de reparo de trincas por atrito apresenta-se como uma prática extremamente viável e vantajosa, já que ela é um processo que ocorre sem fusão do material, e é menos susceptível ao meio externo, evidenciando-se o seu emprego em áreas submersas e sob ação de elevadas pressões hidrostáticas. Por ser uma técnica recente, pouco ainda se compreende sob a completa fenomenologia física envolvida, bem como a real influência e relevância dos parâmetros do processo. É com o intuito de melhor compreender esta técnica que este trabalho objetiva-se em avaliar a influência da força axial, da velocidade de rotação e geometrias do pino e do furo, na qualidade final do reparo por atrito. Tal avaliação se procedeu via análise metalográfica, pela realização de perfis de microdureza Vickers e testes de dobramento. Pode-se verificar que a geometria apresenta função primordial no completo preenchimento do reparo e menor relevância da força e da rotação dentro dos limites investigados.
Palavras-chave: reparo por atrito; geometrias do pino e do furo; força axial; rotação