ANÁLISE DO CAMPO DE TENSÕES EM IMPLANTES DENTÁRIOS DO TIPO HEXÁGONO INTERNO, HEXÁGONO EXTERNO E CONE MORSE USANDO A TÉCNICA FOTOELÁSTICA
Sérgio Rocha Bernardes1; Cleudmar Amaral de Araújo1; Flávio Domingues das Neves1
1 UFU
Resumo
O pesquisador Per-Ingvar Bränemark descobriu o processo da osseintegração na década de 60 e desenvolveu um protocolo em prótese dentária, revolucionando a Reabilitação Oral na Odontologia. Desde então, inúmeras publicações já confirmaram as altas taxas de sucesso desta forma de tratamento. Porém, desde sua concepção até os dias de hoje os implantes sofrem algumas limitações, como por exemplo, uma perda óssea marginal de em média 0.9mm no 1o ano e de 0.1mm por ano subseqüente. Os motivos mais prováveis disto são: uma provável colonização bacteriana localizada entre o implante e sua parte protética e/ou uma concentração de tensões no pescoço dos implantes resultante de sobrecarga na prótese, levando a microfraturas ósseas. Na tentativa de diminuir esta concentração de tensões nos implantes, empresas lançam no mercado implantes com diferentes tipos de conexões ligadas ao pilar protético. Estas soluções são recomendadas aos clínicos como sendo uma alternativa para redução do nível de tensões na crista óssea. Neste trabalho foram avaliados três tipos de conexão ligados ao pilar: hexágono interno, externo e cone morse. Implantes sem a presença de roscas foram fixados em blocos fotoelásticos de iguais dimensões sendo unidos por parafusos através de pilares de mesmo formato. Em cada conjunto foi aplicada uma carga inclinada em relação ao eixo longitudinal do implante visando simular uma força mastigatória. Nestes modelos avaliou-se qualitativamente o gradiente de tensões ao longo do corpo do implante.
Palavras-chave: Implantes dentários; Conexão; Pilar; Tensão