C Conferentia Proceedings
GJ-09-0002 Estabilidade de Encostas, Escorregamentos e Desastres Naturais

INTEGRAÇÃO DE DADOS GEOLÓGICOS-GEOTÉCNICOS PARA ESTUDO DA ESTABILIDADE DE TALUDES NA BR-280/SC

João André Martins1; Luana Moreira Florisbal1

1 Universidade Federal de Santa Catarina

doi:10.20906/CPS/GJ-09-0002

Resumo

A integração de diferentes áreas de conhecimento, como a geologia, geomorfologia e a geotecnia, é de suma importância quando se quer definir o corte de um talude em um projeto de uma rodovia. Dados geotécnicos associados a dados geológicos e pedológicos auxiliam na identificação dos locais mais sensíveis à ocorrência de instabilidades, diminuindo, desta forma, acidentes relacionados a ruptura de taludes, por exemplo, tanto em rochas quanto em solos residuais. Além disso, a integração destes dados permite a escolha do traçado mais adequado de uma rodovia, ainda na etapa dos estudos para a implantação da mesma, até a remediação de deslizamentos decorrentes dos cortes já executados. Com intuito de avaliar as unidades geológicas que apresentam problemas com instabilidade de taludes, foi escolhida a região compreendida entre os municípios de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Mafra. O estudo foi realizado ao longo da BR-280/SC (Trecho: São Bento do Sul - Mafra) onde se podem verificar diferentes tipos de deslizamentos, as rochas e os tipos de solos residuais que ocorrem nos taludes. Os dados geológicos-geotécnicos foram coletados na escala 1:10.000, e refinados após visitas a campo, sendo identificado duas unidades geológicas: ortognaisses do Complexo Granulítico de Santa Catarina e arenitos finos a folhelhos do Grupo Itararé, Bacia do Paraná. Os solos residuais dos ortognaisses apresentam no horizonte C granulometria siltosa, silto-arenosa ou até areno-siltosa, se mostrando muito sensíveis à erosão e com evidências frequentes de deslizamentos de talude. Já o horizonte B, por ser mais argiloso, tende a ser menos sensível. Por sua vez, os solos residuais das rochas sedimentares do Grupo Itararé, são distintos. Nos folhelhos, a presença de laminação pronunciada, provavelmente associada à elevada expansividade da fração argilosa, propicia uma intensa desagregação em plaquetas, principalmente quando exposta a uma variação da umidade. Este desplacamento, em estratos, é responsável pela grande ocorrência das instabilidades no

Palavras-chave: instabilidade de taludes; geologia; solos residuais; corte de estrada

Como citar

João André Martins; Luana Moreira Florisbal. “INTEGRAÇÃO DE DADOS GEOLÓGICOS-GEOTÉCNICOS PARA ESTUDO DA ESTABILIDADE DE TALUDES NA BR-280/SC”. VII Simpósio Brasileiro e V Conferência Sul-Americana de Engenheiros Geotécnicos Jovens. GEOJOVEM2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/GJ-09-0002