O Índice Mineiro de Responsabilidade Social e o Gasto Público: Uma Análise da Alocação de Recursos nos Municípios de Minas Gerais
Gabriela Godinho Stockler Barbosa1; Ana Carolina Paiva de Carvalho2; Bárbara Cristina Sacramento Coelho3; Felipe Lacerda Diniz Leroy2; Marconi Martins de Laia2
1 University of Virginia - UVa; 2 Fundação João Pinheiro - FJP; 3 Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais - Ibmec/MG
Resumo
Este trabalho investiga os determinantes do Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS) no estado de Minas Gerais utilizando uma base de dados compilada pela Fundação João Pinheiro entre os anos de 2000 e 2011. Tal índice mensura a qualidade dos serviços públicos prestados por cada munícipio em nove áreas, quais sejam saúde, educação, segurança pública, finanças municipais, saneamento/meio ambiente / habitação, esporte / turismo / lazer, cultura, renda / emprego e assistência social. O objetivo central é verificar empiricamente como os gastos municipais em cada uma das regiões de planejamento com serviços públicos básicos - educação, saúde, transporte, saneamento, cultura e urbanismo - afetam o IMRS, em cada quartil. A principal metodologia quantitativa utilizada para se chegar aos resultados pretendidos foi a Regressão Quantílica, que permite analisar a varável resposta com as variáveis explicativas nos diversos quantis da distribuição condicional. Os resultados sugerem que gastos com educação levam a uma piora na qualidade deste serviço, o que também ocorreu no caso dos dispêndios em transporte para municípios com níveis mais baixos do IMRS. Gastos municipais com saneamento, saúde e urbanismo apresentaram refletiram um ligeiro aumento na qualidade de sua prestação, mas o gasto com cultura foi o único que manteve relação significativa e positiva para todos os níveis do Índice Mineiro de Responsabilidade Social.
Palavras-chave: Bem-estar; Determinantes; Regressão Quantílica