ESTUDO DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS E SISTEMAS MOFORLÓGICOS DE ENGOBES CERÂMICOS DESENVOLVIDOS COM REJEITO DE MÁRMORE.
ELIONE MOURA CARLOS1; RAIMISON BEZERRA ASSIS2; RENATA FERREIRA SOUSA1; JOSÉ UBIRAGI DE LIMA MENDES1; Isabel Cavalcanti Cabral3
1 Programa de Pós Graduação em Engenharia Mecânica -PPGEM/UFRN; 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - IFBA/CAMPUS JACOBINA; 3 Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
doi:10.20906/CPS/CON-2016-0683
Resumo
Normalmente o engobe é aplicado na peça antes do vidrado, formando uma subcamada que vai diminuir as diferenças de composições entre os dois corpos (suporte e vidrado) que irá se unir, limitar os riscos de aparecimento de defeitos no vidrado, mascarar a cor do suporte sempre que necessário, impermeabilizar a peça cerâmica a vidrar e permitir a aplicação de camadas de vidrados menos espessas, o que diminui o custo global. Prepararam-se seis formulações variando-se as proporções de matérias-primas, peneiradas na malha 200 mesh, homogeneizadas em moinho de bola. Os corpos de prova foram preparados em prensa uniaxial (25 Mpa) e sinterizados a 1000, 1050 e 1100°C, em atmosfera natural sob patamar de 60 min e taxa de aquecimento de 10°C/min. Para avaliar as propriedades mecânicas, foi realizado o ensaio de resistência à flexão dos corpos cerâmicos. A superfície de fratura foi caracterizada morfologicamente por microscopia eletrônica de varredura (MEV) utilizando uma tensão de 15 kV. Pode-se verificar que os corpos de prova da formulação FIV atingiu um satisfatório valor de resistência à flexão, atingindo 27,93 MPa na sinterização a 1100ºC, de acordo com a Norma Européia EN 100. Os resultados potencializaram o aproveitamento de resíduos de mármore no desenvolvimento de engobes cerâmicos em particular na indústria cerâmica de revestimentos.
Palavras-chave: Engobe; Resíduo de Mármore; Propriedades; Revestimento.