Aspectos metalúrgicos que influenciam na usinabilidade de ligas de alumínio: um estudo de caso
Wendel Leme Beil1; Wallyson Thomas Alves da Silva1
1 ESCOLA E FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI ROBERTO MANGE
doi:10.20906/CPS/CON-2016-0024
Resumo
O presente trabalho aborda a usinabilidade do alumínio e suas ligas e visa propor uma explicação a respeito da variação da usinabilidade em diferentes lotes da mesma liga, em operação de fresamento tangencial e frontal. O corpo de prova utilizado nos ensaios é uma peça utilizada para treinamento numa instituição de ensino e, portanto, os parâmetros de usinagem já são estabelecidos. Um dos lotes utilizados na fabricação apresentou boa usinabilidade, enquanto o outro, usinado nas mesmas condições, além de não atingir a rugosidade desejada provocou a quebra da ferramenta utilizada. Por meio da análise de composição química, análise metalográfica, ensaio de dureza Brinnel, ensaio de tração e estudo das condições de usinagem será proposta uma explicação. Os resultados da análise de composição química mostraram que, apesar de terem sido adquiridas como uma mesma liga, tratavam-se de ligas diferentes, uma liga 6351 Al Mg Si e outra 5052 Al Mg. O ensaio de dureza Brinnel revelou que uma das ligas encontrava-se na faixa de dureza, 90 HB, na qual se tem boa usinabilidade, enquanto que a outra estava muito aquém desta faixa. O ensaio metalográfico analisou o processo de fabricação pelo qual os materiais foram submetidos anteriormente e esclareceu que a amostra A , liga (6351) de Al Mg Si, apresentou uma micrografia que sugeriu uma laminação a quente devido aos grãos estarem todos recristalizados ou uma recristalização devido ao tratamento térmico T6, tipicamente realizados nesta família de ligas de alumínio. Já a liga (5052) Al Mg encontrava-se fortemente encruada, sugerindo por comparação uma redução promovida por laminação a frio por volta de 80%.
Palavras-chave: Usinabilidade; ligas; alumínio; metalúrgia