Avaliação laboratorial do uso de carvão nacional na fabricação de coque metalúrgico
Bruno D. Flores1; Anderson A. Agra1; Matheus F. Rückert1; Luiz G. Schander1; Matheus T. Fraga1; Guilherme L. R. da Silva2; Antônio C.F. Vilela1; Eduardo Osório1
1 Laboratório de Siderurgia (LaSid) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); 2 Gerdau Usina Ouro Branco
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0115
Resumo
O carvão nacional, especialmente o carvão da camada Barro Branco (Jazida sul catarinense), foi amplamente explorado para uso siderúrgico até meados da década de 90. No entanto, uma série de fatores técnicos e econômicos levou a indústria nacional a cessar o uso desse carvão, levando o país a depender totalmente de carvões importados. Visto o atual cenário, o presente estudo visa avaliar em escala laboratorial os efeitos da substituição de carvão importado por nacional em misturas de típicas para fabricação de coque metalúrgico. Para isso, um carvão nacional foi amostrado, beneficiado e caracterizado. Misturas entre carvões coqueificáveis importados e o carvão nacional foram produzidas de modo a permitir a avaliação termoplástica dessas misturas (testes de plastometria Gieseler e dilatometria Audibert-Arnu), bem com e a influência do carvão nacional na qualidade do coque. O coque gerado no estudo foi produzido em escala de laboratório (enfornamento de 7kg) e posteriormente avaliado a partir de testes de resistência mecânica (teste de queda e tamboramento - antes e após reação com CO2) e reatividade ao CO2. Os resultados do estudo apontam que a substituição parcial de carvão importado por nacional é viável tecnicamente sem que ocorram prejuízos importantes a qualidade do coque gerado. Essa condição se mostra verdadeira e relevante especialmente em misturas contendo alto teor de material inerte, onde as características termoplásticas da mistura passam a controlar a qualidade do coque gerado.
Palavras-chave: coque; coqueificação; carvão nacional; Barro Branco; termoplasticidade