C Conferentia Proceedings
CB-09-0038 Estabilidade de Encostas, Escorregamentos e Desastres Naturais

Influência da Incisão Basal na Estabilidade de Falésias no Litoral do RN

Breno Marques Ferreira Silva1; Osvaldo Freitas Neto1; Olavo Francisco Santos Júnior1; Nathália Marinho Barbosa1; Ricardo Nascimento Flores Severo2

1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-09-0038

Resumo

A linha costeira está em constante processo de modificação, tanto da sua posição (recuo), quanto da forma. O recuo de falésias litorâneas, é um processo físico, dinâmico e complexo, controlado essencialmente pela geologia da área, propriedades de resistência dos materiais, as condições marinhas e climáticas da região. Esse processo está diretamente ligado à erosão basal, a qual é basicamente a destruição mecânica e/ou remoção de partículas de solo do "pé" das falésias costeiras, através principalmente da ação das ondas. A ação simultânea da erosão basal nas falésias e chuvas de elevadas intensidades, diminui a estabilidade das encostas e deflagra movimentos de massa, e mudanças nas paisagens naturais. Variações geológicas, o intemperismo e o regime das marés exercem influência importante na evolução da erosão e interfere de forma direta no processo de recuo das falésias. Então, é indispensável uma reavaliação das implicações práticas do uso e ocupação das áreas costeiras. A zona costeira do Rio Grande do Norte é constituída predominantemente por praias arenosas e falésias ativas da formação barreiras. Nessa área, a ocupação humana vem se intensificando e, portanto, potencializam-se a probabilidade de ocorrência dos movimentos de massa. O objetivo deste trabalho é analisar a influência direta da erosão basal na estabilidade de taludes, nas falésias situadas no litoral do Rio Grande do Norte mais precisamente no município de Tibau do Sul (praia de Pipa). Para isso foram modeladas falésias características com feições geométricas típicas da região, com a finalidade de calcular o fator de segurança (FS) através de métodos de equilíbrio limite. Foram avaliados o perfil com 90° de inclinação e o perfil inclinado 45°, os quais foram analisados tanto com incisão basal como sem incisão basal. As falésias da área possuem alturas variando de 20m a 40m e os materiais foram considerados na condição de saturação nas simulações, situação essa mais desfavorável, se tratando da estabilidade de taludes. Os modelos simulados com e

Palavras-chave: Incisão Basal; Estabilidade de Falésias; Tensões no solo

Como citar

Breno Marques Ferreira Silva; Osvaldo Freitas Neto; Olavo Francisco Santos Júnior; Nathália Marinho Barbosa; Ricardo Nascimento Flores Severo. “Influência da Incisão Basal na Estabilidade de Falésias no Litoral do RN”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-09-0038