C Conferentia Proceedings
CB-04-0043 Fundações e Estruturas de Contenção

Ampliação de uma grande obra de saneamento - enfoque geotécnico

Ney Augusto Nascimento1; Rogério Francisco Puppi2; Renato Marini3; Osmar Bordignon3; Paulo Muller3; Errol Toews4; Roberto Sartor5

1 UFPR (aposentado); 2 UTFPR; 3 Sanepar; 4 Sistema Estruturas; 5 Proensi

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0043

Resumo

A ETE Belém foi projetada no final dos anos 70 e é uma das maiores estações de tratamento de esgotos do Paraná. Está em operação desde 1980 e tem capacidade para tratar 840 l/s, atendendo aproximadamente 600 mil habitantes da cidade de Curitiba. Nesta primeira etapa da obra, em andamento, melhorias estão sendo introduzidas visando o aumento de capacidade de tratamento com a mesma eficiência, inclusa a construção de um novo decantador de 65 metros de diâmetro, dentre várias outras ações como por exemplo novo desarenador, grades, emissário, elevatórias e mesmo um sistema de aproveitamento dos gases gerados. A localização do empreendimento hidráulico-sanitário, junto à foz de um rio tipicamente urbano (Rio Belém, que corta a cidade de Norte a Sul e se tornou com o passar dos anos canal de esgotos) no principal leito de drenagem regional (Rio Iguaçu, que nasce nas proximidades da capital e segue um longo curso de mais de 700 km em direção ao Rio Paraná, tríplice divisa Brasil, Argentina e Paraguai), o histórico de deposição do lodo resultante do tratamento há décadas, a geologia e a geotecnia locais e as inúmeras intervenções envolvendo escavações de porte, dão o tom das dificuldades encontradas nas fases de projeto e execução da obra. Saliente-se que os trabalhos de campo se desenvolvem com a estação em pleno funcionamento. Certamente, além da engenharia civil envolvida no caso, há também forte apelo ambiental neste projeto, parte do processo de recuperação de ambos os rios. Os perfis de subsolo heterogêneo saturado, contendo tipicamente argila muito mole superficial, areia e argila rija e dura a maiores profundidades, com intenso fluxo de água, e uma escavação em particular para o citado decantador a uma profundidade de até 11 metros, exemplificam a complexidade e dimensões da obra em tela. Reforça-se aqui a obrigatoriedade de se rebaixar o lençol freático local, alimentado continuamente pelos dois rios em questão, que é um dos pontos chave para o bom andamento do projeto. O trabalho descreve algumas soluções divis

Palavras-chave: saneamento; fundações; contenções

Como citar

Ney Augusto Nascimento; Rogério Francisco Puppi; Renato Marini; Osmar Bordignon; Paulo Muller; Errol Toews; Roberto Sartor. “Ampliação de uma grande obra de saneamento - enfoque geotécnico”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-04-0043