ANÁLISE DE PROVA DE CARGA BI-DIRECIONAL EM ESTACA HÉLICE CONTÍNUA NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE/MG
Moisés Valente Pereira1; Sandro Eduardo Lima Pinto1; Sérgio Maurício Pimenta Velloso Filho2; Hedmilson Ferreira Bragança1
1 Sergio Velloso Engenheiros Consultores e Projetos; 2 Universidade FUMEC
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0042
Resumo
No desenvolvimento de projetos de fundação, contrariando o que prescreve a normatização vigente, a maneira mais comum de se estabelecer cargas de trabalho de estacas e eventuais profundidades, é a baseada em métodos semi-empíricos tradicionais. Essas formulações, que levam em consideração parâmetros correlacionados de dados de investigações de campo e geometria das peças de fundação, muitas das vezes não se adequam aos locais de interesse devido à variações diversas no perfil geológico-geotécnico, associada à correlações não realizadas para resultados de ensaios daquela região. Tal metodologia, pode apresentar discrepâncias entre os valores teóricos e reais, o que se faz necessário à realização de provas de carga para avaliar o real comportamento da fundação. Com base nesse conceito, este trabalho contempla uma análise comparativa de métodos semi-empíricos de cálculo de capacidade de carga com resultados de prova de carga estática com célula expansiva hidrodinâmica bidirecional, idealizada pelo Eng. Pedro Elísio Chaves Alves Ferreira da Silva ainda na década de 80. A prova de carga em estudo consistiu basicamente na instalação da célula de carga, previamente aferida, dentro do fuste da estaca e engastada na armação. A aplicação de carga na célula colocada na estaca solicitou a parte inferior da mesma (fuste e ponta) fazendo-a reagir contra a parte superior (fuste), com uma força igual, porém com um sentido contrário. Os deslocamentos da parte inferior foram medidos através de tell-tales, previamente instalados dentro do elemento. A instrumentação foi realizada em um empreendimento industrial situado na região metropolitana de Belo Horizonte/MG, cujo subsolo é constituído por camada de aproximadamente 3,60 m de argila siltosa seguida por silte arenoso residual. Foi executada estaca "teste" escavada tipo hélice contínua monitorada ø=0,60m e profundidade de 14,00m, levada até a ruptura física (parte inferior). Com o intuído de analisar os resultados de recalques obtidos através do ensaio e, verificar a integridade d
Palavras-chave: Prova de carga; Estaca Hélice Contínua; Cálculo de Capacidade de Carga; Comprovação do Recalque; Conceito de Rigidez