C Conferentia Proceedings
CB-04-0032 Fundações e Estruturas de Contenção

Capacidade de carga de estacas escavadas com trado mecânico, sem fluído estabilizante, em solo típico da cidade de Maringá - Pr.

Jorge Luis Augusto Almada1; Eduardo Vedovetto Santos1; Verônica Ricken Marques1; Raquel L. G. F. Ricciardi1; Jesalay Hemetério Cordeiro Reis1; Antonio Belincanta1

1 Universidade Estadual de Maringá

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-04-0032

Resumo

O município de Maringá, localizado na Região Noroeste do Estado do Paraná, é um município jovem e em franco processo de crescimento e urbanização, sendo, segundo o IBGE a sétima maior cidade da Região Sul, com população estimada no ano de 2015 de 397.437 habitantes. No que diz respeito à geologia, esse município de Maringá está assentado sobre a Formação Serra Geral que se constitui de rochas vulcânicas básicas do tipo basalto maciço ou vesicular-amigdaloidal, de coloração escura, com a presença marcante de plagioclásio, piroxênio-augita e magnetita na sua composição mineralógica. A camada de solo superficial, resultante de um intenso processo de intemperismo dessas rochas basálticas, é constituída de solo argiloso, laterítico, do tipo latossolo vermelho férrico, com índices de vazios variando de 1,5 a 2,3, porosidade de até 70% e teor de umidade natural variando de 29 a 35%. Este solo, conforme resultados de ensaios realizados na Universidade Estadual de Maringá, é considerado metaestável, portanto com tendência ao colapso quando do aumento da umidade. Devido ao fato do solo superficial típico desta região ser de espessura considerável, normalmente estável na perfuração e com ausência do lençol freático, a maioria das fundações das obras de pequeno e médio porte é executada com estacas escavadas com trado mecânico, sem fluído estabilizante, com ponta apoiada nesta camada superficial, de modo que o desempenho dessas fundações está intimamente ligado às propriedades mecânicas dos solos que compõem essa camada. Essas argilas lateríticas apresentam propriedades de rigidez superiores às de outras argilas não lateríticas, com valores de NSPT semelhantes (DÉCOURT, 2002). Por si só, esta característica torna conservadores os métodos tradicionais de dimensionamento de estacas, tais como: Aoki e Velloso (1975), Décourt e Quaresma (1978) e Ranzini-Peixoto (2001) quando comparados aos resultados obtidos em provas de carga. Este fato também se observa nos solos lateríticos de Maringá, que também se mostram colapsíveis e

Palavras-chave: Capacidade de carga; Estaca escavada; Solo laterítico

Como citar

Jorge Luis Augusto Almada; Eduardo Vedovetto Santos; Verônica Ricken Marques; Raquel L. G. F. Ricciardi; Jesalay Hemetério Cordeiro Reis; Antonio Belincanta. “Capacidade de carga de estacas escavadas com trado mecânico, sem fluído estabilizante, em solo típico da cidade de Maringá - Pr.”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-04-0032