Consideração da sequência construtiva na estimativa da curva de recalque em aterros sobre solos compressíveis
Raphael Felipe CARNEIRO1; Denise Maria Soares GERSCOVICH1; Bernadete Ragoni DANZIGER1
1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-02-0062
Resumo
Um dos aspectos mais importantes em projetos e obras associados à Engenharia Geotécnica é a determinação das deformações (recalques) devidas a carregamentos verticais aplicados na superfície do terreno ou em camadas próximas à superfície. Do ponto de vista de Engenharia Civil, a magnitude dos carregamentos aplicados às camadas de solo não são suficientes para promover deformações das partículas sólidas. A água, por sua vez é considerada como incompressível. Assim sendo, as deformações no solo ocorrem basicamente pela variação de volume dos vazios. Como resultado, tem-se que os recalques ocorrem em função da variação no estado de tensões imposta no esqueleto sólido e da compressibilidade de sua própria estrutura. Existem diferentes formas de representação da compressibilidade de solos, dependendo do parâmetro representativo da variação de volume (deformação ou índice de vazios) e da escala adotada para a tensão efetiva vertical. Em solos de argilosos saturados, além de a compressibilidade ser elevada, os tempos necessários para evolução dos recalques são também muito superiores aos desejados, face ao seu baixo coeficiente de adensamento, e requerem previsão por parte do projetista. O processo de recalque é controlado pela drenagem da água contida nos vazios, a qual, dependendo das condições de fronteira pode ser classificada como drenagem dupla ou simples. Terzaghi e Fröhlich (1936), com base na equação de fluxo, desenvolveram a famosa equação de adensamento, adotada na prática da engenharia, cuja solução incorpora uma série de hipóteses. Dentre estas, está o fato de se pressupor um carregamento instantaneamente aplicado na superfície do terreno. Porém, na prática cotidiana, é improvável que as cargas sejam aplicadas de forma instantânea - o carregamento é realizado ao longo de um período construtivo, em etapas definidas em projeto. Terzaghi e Gilboy (1936) propuseram um método empírico para corrigir a curva de adensamento, considerando carregamento não instantâneo. Neste método, a correção é estabelecida cons
Palavras-chave: Argila Mole; Recalques; Carregamento não-instantâneo