C Conferentia Proceedings
CB-01-0171 Ensaios de Laboratório e Campo e Modelagem Física

Monitoramento da energia em ensaios SPT realizados no Estado do Rio de Janeiro

Christian Matos de Santana1; Fernando Artur Brasil Danziger2

1 Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT; 2 COPPE/UFRJ

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CB-01-0171

Resumo

Diversos autores associam a ampla disseminação do ensaio SPT (Standard Penetration Test) à sua simplicidade de execução, robustez dos equipamentos e baixo custo operacional (e.g., Broms e Flodin 1988, Décourt 1989, Belincanta 1998, Cavalcante 2002). Entretanto, é frequente a realização do ensaio SPT com equipamentos e procedimentos diferentes dos prescritos pelas normas. Outro problema é que, apesar de existir uma referência internacional para a realização do SPT (ISSMFE, 1989), as normas do ensaio variam entre diferentes países, o que faz com que o significado do NSPT dependa dos equipamentos e práticas adotados no ensaio. Uma forma de uniformizar o significado do índice de resistência à penetração do SPT (NSPT) tem sido através da medida da energia efetivamente transferida ao topo da composição de hastes e posterior correção do NSPT para uma energia de referência. Diversos trabalhos, realizados desde meados da década de 70, têm mostrado considerável variabilidade nos valores da eficiência da energia do SPT no topo da composição de hastes (Schmertmann 1976, Palacios 1977, Schmertmann e Palacios 1979, Robertson et al. 1983, Abou-Matar e Goble 1997, Belincanta 1998, Cavalcante 2002, Odebrecht 2003, Santana 2015). Nesse trabalho são apresentados resultados do monitoramento de dois ensaios SPT, realizados pela mesma equipe de sondagem, no Campo Experimental de Sarapuí II (Duque de Caxias/RJ), com um total de 373 golpes. Nesses golpes foram medidas altura de queda e velocidade de impacto do martelo SPT, além de energia no topo da composição de hastes. Desse modo, foi possível conhecer as perdas de energia no ensaio SPT, nas diversas etapas da sua transmissão, desde a soltura do martelo até a energia atingir o topo da composição de hastes. Cabe salientar que durante o monitoramento de energia evitou-se ao máximo interferir na rotina dos ensaios. Outro aspecto que recebeu especial atenção foi a catalogação de equipamentos e procedimentos utilizados nos ensaios, na tentativa de associá-los às variações de energia.

Palavras-chave: SPT; Energia; Monitoramento

Como citar

Christian Matos de Santana; Fernando Artur Brasil Danziger. “Monitoramento da energia em ensaios SPT realizados no Estado do Rio de Janeiro”. XVIII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. COBRAMSEG2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CB-01-0171