PURIFICAÇÃO DA GLICERINA GERADA COMO COPRODUTO DA REAÇÃO DE TRANSESTERIFICAÇÃO DO ÓLEO DE SOJA REFINADO
Elise Ane Maluf Rios; Paulo Roberto de Oliveira
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-1079
Resumo
A busca incessante por energias renováveis deu ao biodiesel papel de destaque, por ser um biocombustível derivado de fontes de fácil acesso, por não contribuir com o efeito estufa e diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. Devido a essa valorização, a produção desse biocombustível no Brasil e no mundo bate recordes. Porém, juntamente com o biodiesel, o processo de transesterificação gera um coproduto: a glicerina. Visando agregar valor ao coproduto, estudos vêm sendo realizados com o objetivo de purificar a glicerina ao ponto de utilizá-la em cosméticos e fármacos. Esse projeto tem como objetivo a purificação da glicerina gerada na produção de biodiesel, para aumentar o valor agregado desse produto tão desvalorizado. A glicerina bruta apresenta cerca de 30% de impurezas, que dependem da natureza do óleo empregado na produção e o tipo de catálise realizada. Foram utilizados dois materiais adsorventes, carvão ativado e a argila atapulgita. Os parâmetros utilizados na purificação foram a razão mássica (carvão ativado/glicerina) de 0,5%; 1% e 3%, o tempo de 0,5h; 1h; 2h e 3h, sendo que todos os testes foram realizados à 80°C. Já para a atapulgita, os valores das proporções foram de 1%; 3% e 5% e o tempo de 1h e 2h, também à 80°C. Simultaneamente, foram realizados testes com a glicerina, somente com agitação e à temperatura constante de 80°C, sem adição de adsorvente. O teor de glicerol nas amostras de glicerina purificadas será obtido realizando a leitura em um espectrofotômetro UV/Vis. Para que a leitura seja possível será preparada uma curva de calibração com glicerina P.A. Os resultados serão apresentados no painel que será apresentado no SICITE.
Palavras-chave: Biodiesel; Glicerina; Hidrólise-ácida