Determinação da capacidade competitiva de espécies rubiáceas com a cultura da soja
Renato Pasini; Michelangelo Muzell Trezzi; Francielli Diesel; Mateus Gallon; Pedro Henrique Faccioni Mizerski; Sorhaila Camila Batistel; Marcos Vinicius Jaeger Barancelli; Matheus Viecelli; Bruna Mandryk Cavalheiro; Renata Gobetti
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-1029
Resumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de densidades de Borreria latifolia e Richardia brasiliensis nos componentes e no rendimento da soja. O experimento foi desenvolvido a campo, em solo do tipo Latossolo Vermelho distroférrico, na área experimental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Pato Branco, Paraná. O experimento foi realizado na safrinha 2014/2015, em delineamento experimental blocos ao acaso, com quatro repetições. Os tratamentos foram resultantes de um fatorial 2 x 8, sendo o primeiro fator constituído pelas duas espécies daninhas (Borreria latifolia e Richardia brasiliensis) e o segundo fator constituído pelas densidades (0,2, 4, 6, 8, 10, 12, e 14 plantas por metro). As variáveis avaliadas foram: número de plantas m-², número de vagens por planta, número de grãos por vagem, peso de mil grãos e rendimento de grãos. Calcularam-se as porcentagens de perda de rendimento de grãos e componentes e sua relação com a densidade de plantas infestantes foi ajustada pelo modelo da hipérbole retangular. A espécie Borreria latifolia apresentou-se mais competitiva com a cultura da soja, provocando maiores perdas em todas as variáveis analisadas comparado à Richardia brasiliensis. O rendimento de grãos de soja foi negativamente afetado pela interferência com as espécies Borreria latifólia e Richardia brasiliensis. Para ambas as espécies rubiáceas, a redução do rendimento foi motivada pelo decréscimo no número de plantas por área, número de vagens por planta e número de grãos por vagem.
Palavras-chave: Competição; erva-quente; poaia-branca; Soja; hipérbole retangular