AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS DE CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL PARA FERRAMENTAS DE METAL DURO
Rodrigo Fernando Vidal do Couto; Aldo Braghini Junior
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0955
Resumo
Atualmente, com o avanço da tecnologia e com suas demandas cada vez mais complexas, dezenas de milhares de peças são produzidas diariamente. Essas peças possuem as mais variadas combinações entre forma, dimensão, finalidade, material, entre outras características. Com o passar dos anos observou-se que alguns materiais de ferramenta tem melhor desempenho na usinagem de materiais específicos. Assim surgiu a necessidade do estudo na área de materiais de ferramenta, para que o melhor desempenho possível pudesse ser extraido das ferramentas. Desse modo, diversas técnicas de caracterização estrutural começaram a surgir, como por exemplo a microscopia óptica, que utiliza-se de feixe de fótons e lentes para o aumento de imagem, a microscopia eletrônica de varredura e de transmissão, que se utilizam de feixe de elétrons para a caracterização estrutural, entre diversas outras. Um dos materiais de ferramenta mais utilizados hoje em dia é o metal duro, que nada mais é do que um composto de carbonetos metálicos, como por exemplo o carboneto de tungstênio (WC). Com base nessas informações, este trabalho tem como objetivo a comparação bibliográfica entre diversas técnicas de caracterização estrutural, para que o melhor método de caracterização para ferramentas de metal duro pudesse ser indicado. Através de pesquisas bibliográficas, descobriu-se que os aspectos que mais influenciam na característica de uma ferramenta de metal duro é o tamanho de grão de sua estrutura e a proporção de elementos de liga. Desse modo, pôde-se concluir que uma boa caracterização estrutural de ferramentas de metal duro deve ser feita de maneira ampla, mesclando-se mais de uma técnica. Uma boa combinação de técnicas, é a aplicação de um reagente no corpo de prova para que as fases fiquem bem definidas, e posteriormente o uso de MEV e/ou MET, para que o tamanho de grão e a proporção de ligantes possam ser facilmente estabelecidos. Outras duas técnicas importantes são a dilatometria e a microdureza.
Palavras-chave: ferramentas; metal; duro; caracterização; estrutural; usinagem