C Conferentia Proceedings
SICITE2015-0891 Ciências Biológicas

Avaliação da toxicidade de clorpirifós sobre daphnideos e peixes

Janaina de Fatima Gonzalez Munster Cicarello; Wanessa Algarte Ramsdorf; Rhaissa Dayane Carneiro

doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0891

Resumo

Os agrotóxicos são utilizados com o intuito de melhorar o rendimento de insumos agrícolas, mas causam impactos negativos do ponto de vista ambiental e da saúde. Esse quadro fez aumentar o estudo dos efeitos ecotoxicológicos, principalmente no ambiente aquático, seus principais receptores e disseminadores. O inseticida Lorsban®, considerado extremamente tóxico e muito perigoso ao meio ambiente, foi estudado neste trabalho em bioensaio com espécies do gênero Astyanax sp. (lambaris). Estes organismos foram submetidos a teste agudo (96 horas de exposição), com as seguintes concentrações: 0,5 mg.L-1 (P1); 1,0 mg.L-1 (P2) e 2,0 mg.L-1(P3), bem como um Grupo denominado Controle, que não recebia o produto. O mecanismo de ação é por inibição da enzima Acetilcolinesterase, o que impede a inativação do neurotransmissor acetilcolina (ACh), permitindo assim, sua ação mais intensa e prolongada nas sinapses nervosas (super estimulação colinérgica). Os efeitos genotóxicos foram avaliados por Ensaio Cometa, micronúcleos (MN) e alterações morfológicas nucleares (AMN). O primeiro mostrou-se mais sensível ao clorpirifós, mostrando a potencial toxicidade deste composto. Entretanto, entre as concentrações empregadas não houve diferença. Já o segundo ensaio apresentou diferença significativa para a concentração mais elevada, mostrando o potencial mutagênico permanente do produto. A Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) apresenta CL50 para peixes de 2,96 mg.L-1 (96h). Isso reforça a ideia de que próximo à maior concentração (P3) aplicada, causam-se danos deletérios aos organismos. Quanto a toxicidade para o microcrustáceo Daphnia magna, mostrou-se 100% deletérias para as concentrações aplicadas (0,2 mg.L-1; 0,4 mg.L-1 e 0,8 mg.L-1), as quais baseavam-se no valor de CE50 fornecido pela FISQP. Este composto, assim que transferido para o ambiente aquático, apresenta grande potencial tóxico para a fauna e flora ali existente.

Palavras-chave: agrotóxico; clorpirifós; Acetilcolinesterase; lambaris; microcrustáceo; contaminação

Como citar

Janaina de Fatima Gonzalez Munster Cicarello; Wanessa Algarte Ramsdorf; Rhaissa Dayane Carneiro. “Avaliação da toxicidade de clorpirifós sobre daphnideos e peixes”. XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. SICITE2015. 2015. DOI: 10.20906/CPS/SICITE2015-0891