ANALISE DO ACÚMULO DE PROLINA EM RAÍZES DE GENÓTIPOS DE FEIJÃO EXPOSTOS AO DÉFICIT HÍDRICO
Tiago Rui Gois; Taciane Finatto; Kamila Katieli Kovali; Matheus Henrique Roman
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0796
Resumo
Na deficiência hídrica as plantas apresentam diferentes formas para lidar com esta situação extrema, uma delas é através do ajuste osmótico pelo acúmulo de prolina, que pode estar relacionado com a tolerância a seca. O objetivo do presente estudo foi quantificar os níveis de prolina em raízes de feijão (Phaseolus vulgaris L.) submetidos a deficiência hídrica na germinação. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos ao acaso (DBA), em esquema bifatorial. Os genótipos utilizados foram IPR Tangará, BRS Esplendor, BRSMG Realce, ANFP10, IAC Imperador, IPR Tuiuiu, ANFC9, Pérola e IPR Siriri. As sementes foram desinfetadas em hipoclorito de sódio a 2,5% durante três minutos, logo após foram lavadas e imersas em água ultrapura durante quatro horas para embebição e reativação do metabolismo. Os tratamentos consistiram de 40 sementes, adicionadas em caixas Gerbox® contendo papel Germitest® plissado, com volume de 15 mL de água ultrapura (controle) e outra contendo 15 mL de Polietileno Glicol 6.000 simulando o déficit hídrico de - 0,5 Mpa, mantidas em câmara tipo B.O.D. (Biochemical Oxigen Demand), com fotoperíodo artificial de 16 horas e temperatura média de 25ºC±2ºC durante sete dias. A cada dois dias as sementes foram transferidas para outra Gerbox® com os mesmos tratamentos, para manter os potenciais osmóticos constantes. A análise da prolina foi efetuada de acordo com o método descrito por Bates (1973) em três replicatas. A análise estatística (teste F) mostrou que houve diferença significativa (P<0,05) em relação aos níveis de prolina. Na deficiência hídrica a BRSMG Realce mostrou os maiores níveis de prolina, Pérola apresentou o segundo maior nível e a cultivar IPR Siriri apresentou os menores níveis, diferindo significativamente das outras. Em todas as cultivares os níveis de prolina foram mais altos na deficiência hídrica, diferindo significativamente do controle, mostrando que o aumento dos níveis de prolina ocorre em resposta ao déficit hídrico.
Palavras-chave: Polietileno Glicol 6000; Deficiência hídrica na germinação; Phaseolus vulgaris L.