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SICITE2015-0778 Outros

Avaliação da toxicidade aguda de poluentes prioritários através de ensaios com Daphnia magna

Juliana de Carvalho Silva; Adriane Martins de Freitas; Vanessa da Silva Carvalho; Marcus Vinicius de Liz

doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0778

Resumo

O corante têxtil Preto Reativo 5 representa um problema ambiental quando lançado em águas naturais, pois é pertencente à classe dos corantes reativos, que apresentam maior estabilidade e persistência no meio ambiente, e contém a função azo como grupo cromóforo, que pode gerar subprodutos potencialmente carcinogênicos e mutagênicos durante seu processo de degradação natural. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a ecotoxicidade do microcrustáceo Daphnia magna ao corante PR5 antes e após o tratamento através dos processos oxidativos avançados, Fenton e foto-Fenton. D. magna é um organismo-teste muito utilizado em ensaios de ecotoxicidade, pois reage sensivelmente a vários agentes tóxicos, e foi cultivado de acordo com metodologia descrita na NBR 12713 da ABNT, sob condições controladas. A estabilidade nos procedimentos de cultivo foi verificada com a realização do teste de sensibilidade com diferentes concentrações de cloreto de potássio (KCl) e posteriormente foram realizados os testes de ecotoxicidade aguda do corante PR5 para Daphnia magna, utilizando filhotes com 2-26 horas de vida, que foram obtidos de fêmeas com idade entre 10 e 60 dias, e incubação por 48 horas a 18-22 oC. Os bioensaios com o corante tratado pelos processos oxidativos avançados foram realizados a fim de avaliar a sua degradação após 1, 10 e 40 minutos de tratamento. Os resultados obtidos indicaram que a concentração do corante capaz de causar imobilidade a 50% dos organismos-teste (CE50) foi de 81,8 mg∙L-1, calculado com o programa estatístico BioStat®, pelo método Probitas. Os processos Fenton e foto-Fenton foram eficazes na degradação do corante após 40 minutos de tratamento, porém no término do foto-Fenton foi observada uma elevada toxicidade para o microcrustáceo, o que indicou a possível presença de subprodutos mais tóxicos que o corante inicial, gerados após sua degradação.

Palavras-chave: Daphnia magna; Ecotoxicidade; Corante Preto Reativo 5

Como citar

Juliana de Carvalho Silva; Adriane Martins de Freitas; Vanessa da Silva Carvalho; Marcus Vinicius de Liz. “Avaliação da toxicidade aguda de poluentes prioritários através de ensaios com Daphnia magna”. XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. SICITE2015. 2015. DOI: 10.20906/CPS/SICITE2015-0778