Soma térmica e ciclo de 13 variedades de videiras em Dois Vizinhos, Sudoeste do Paraná
Grazieli Mattei; Gilmar Antônio Nava; Eduardo Felipe Martinazzo; Diego Kwiecinski
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0693
Resumo
A quantidade de energia necessária para a videira completar seu ciclo geralmente é expressa em graus-dia, que é a diferença acumulada entre a temperatura média diária e a temperatura-base, abaixo da qual a planta não se desenvolve. Conhecer a demanda térmica permite ao viticultor estabelecer a possível data de colheita de cada variedade. O trabalho teve como objetivo determinar a demanda térmica e a duração do ciclo das videiras BRS Violeta, Isabel Precoce, Concord Clone 30, BRS Rúbea, Niágara Branca, Concord, Niágara Rosada, Isabel, Seibel 4555, BRS Lorena, Moscato Embrapa, BRS Carmem e Moscato Bailey. O experimento foi conduzido no setor de Fruticultura da UTFPR, Campus Dois Vizinhos, na safra 2014/2015. O monitoramento da fenologia foi feito semanalmente, e os estádios fenológicos foram divididos, para os cálculos das somas térmicas, compreendendo os períodos da poda à brotação, brotação à início de floração, inicio de floração à maturação e maturação à colheita. A demanda térmica foi calculada utilizando o somatório de Graus-Dia (GD), desde a brotação até a colheita, através da seguinte equação: GD (ºC) = Tmed - Tb. Observou-se que a variedade com maior acúmulo de Graus-Dia foi a Seibel 4555, com 1853°C e, consequentemente, apresentou maior ciclo (144 dias). As demais variedades intermediárias apresentaram soma térmica entre 1770°C e 1244 °C, e ciclo entre 136 e 101 dias. A videira que possuiu menor necessidade térmica dentre as 13 variedades foi a Isabel Precoce, com 1185°C, que completou seu ciclo com 100 dias. O período de início de floração a inicio de maturação apresentou maior duração entre todos os períodos e todas as variedades avaliadas.
Palavras-chave: uva; graus-dia; fenologia