C Conferentia Proceedings
SICITE2015-0660 Ciências Agrárias

Quantificação de ceras epicuticulares em função de espécies/biótipos de rubiáceas e da variação na disponibilidade de água no solo

Pedro Henrique Faccioni Mizerski; Michelangelo Muzell Trezzi; Francielli Diesel; Poliana Fogaça dos Santos; Matheus Viecelli; Bruna Mandryk Cavalheiro; Renata Gobetti

doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0660

Resumo

Os objetivos desta pesquisa foram quantificar as ceras epicuticulares de biótipos das espécies B. latifolia e R. brasiliensis com distinta tolerância ao glyphosate e avaliar a resposta a aplicação de cinco doses do herbicida glyphosate nos biótipos, sob dois regimes hídricos. Dois experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, em vasos com solo, em casa-de-vegetação e fitotron, respectivamente. Foram utilizados biótipos das espécies B. latifolia e R. brasiliensis que apresentaram respostas contrastantes ao herbicida glyphosate em experimento preliminar. No primeiro experimento plantas foram submetidas aos regimes hídricos de 80% da capacidade de campo (denominado CC) e 30% da capacidade de campo (denominado PMP) a partir do estádio de 4 folhas verdadeiras. Após alcançar o estádio de 6 folhas verdadeiras, sob condição hídrica controlada, mensurou-se a área foliar em duas plantas por repetição, procedeu-se a extração das ceras epicuticulares com solução de clorofórmio+metanol (90+10 mL), e expressou-se a quantidade de cera por unidade de área foliar (μg cm²). O segundo experimento investigou a resposta de três biótipos de espécie R. brasiliensis a 5 doses de glyphosate, sob as condições denominadas CC e PMP. A aplicação do glyphosate ocorreu após estádio de 6 folhas verdadeiras e avaliou-se o nível de controle aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação. A produção de ceras epicuticulares foi incrementada pelo déficit hídrico. Os biótipos 283 (R. brasiliensis) e 277 e 300 (B. latifolia), com maior tolerância ao glyphosate, também foram os biótipos que mais incrementaram a deposição de ceras epicuticulares, quando submetidos a umidade no PMP. O biótipo 283 de R. brasiliensis apresentou a maior tolerância a aplicação do glyphosate na condição de PMP, em comparação a CC. Sob a condição de PMP, houve correlação positiva entre aumento da tolerância do biótipo 283 ao glyphosate e incremento da deposição de cera epicuticular.

Palavras-chave: glyphosate; poaia; erva-quente; tolerância; ceras epicuticulares

Como citar

Pedro Henrique Faccioni Mizerski; Michelangelo Muzell Trezzi; Francielli Diesel; Poliana Fogaça dos Santos; Matheus Viecelli; Bruna Mandryk Cavalheiro; Renata Gobetti. “Quantificação de ceras epicuticulares em função de espécies/biótipos de rubiáceas e da variação na disponibilidade de água no solo”. XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. SICITE2015. 2015. DOI: 10.20906/CPS/SICITE2015-0660