IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS DE USINAS TERMONUCLEARES: ASPECTOS FÍSICOS DA INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM A MATÉRIA
NELSI SANTOS DAL CORTIVO; Fabrício Tronco Dalmolin
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0575
Resumo
Em uma usina termonuclear a energia é oriunda da fissão dos combustíveis formados a base de 235U. Este processo gera resíduos que podem ser radioativos e não-radioativos. A radioatividade de todos os resíduos nucleares diminui com o tempo seguindo a Lei do Decaimento Radioativo. Os elementos radioativos são os núcleos com excesso de energia e tendem a buscar a estabilidade emitindo o seu excesso de energia através dos decaimentos alfa, beta e gama. Dos três tipos de radiação, a radiação gama é a que tem o maior poder penetrante por conseguir penetrar e, até, atravessar o corpo, causando danos a nível celular por onde passa. E o seu poder ionizante (radiação que arranca elétrons de um átomo) advém de três tipos de interação que pode ter com a matéria: efeito fotoelétrico, efeito Compton e produção de um par elétron-pósitron. Essas interações podem danificar células vivas diretamente, quebrando as ligações químicas de moléculas biologicamente importantes (DNA, RNA), ou indiretamente, criando radicais livres a partir de moléculas de água presentes nas células, que por sua vez podem atacar moléculas biologicamente importantes quimicamente (DNA, RNA). Essa destruição do DNA resulta em uma célula que pode continuar vivendo, mas incapaz de se dividir. Assim a célula acaba morrendo. Se um número muito grande de células sobreviver, pode acarretar danos como o mau funcionamento do tecido constituído por essas células, e por fim, a sua morte. As células são mais sensíveis à radiação durante a reprodução celular. As células que se reproduzem mais (como as células sanguíneas) são mais sensíveis aos efeitos da radiação. Os neurônios e células ósseas e musculares são mais resistentes por se reproduzirem menos.
Palavras-chave: Radiação; Termonuclear; Resíduos Radioativos