C Conferentia Proceedings
SICITE2015-0527 Ciências Biológicas

DETERMINAÇÃO DE CAFEÍNA PARA IDENTIFICAR ATIVIDADE ANTRÓPICA DE ALGUNS PONTOS NO RIO IGUAÇU

Luma Caroline dos Santos; JULIO CESAR RODRIGUES DE AZEVEDO; Alexandre Gonçalves Cordeiro Neto

doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0527

Resumo

A água é de fundamental importância para a vida. Em alguns rios da região metropolitana de Curitiba, ocorrem problemas de poluição cuja gravidade vem crescendo e causando desastrosas consequências para a população e para o meio ambiente. Há algumas substâncias químicas chamadas de contaminantes emergentes, que são um dos responsáveis por essa poluição. Atualmente, estas substâncias são estudadas com a finalidade de relacionar a sua presença com o descarte de efluentes domésticos em corpos hídricos. Nesse estudo foram monitorados quatro pontos do Rio Iguaçu, sendo eles denominados de IG1 localizado no município de Piraquara, IG3 em Curitiba, IG5 no município de Araucária e por fim IG9 em União da Vitória em coletas realizadas em dezembro de 2014, fevereiro e junho de 2015. Os parâmetros físicos e químicos analisados foram: ortofosfato, nitrogênio amoniacal, nitrito e nitrato e para a realização da extração do contaminante emergente (cafeína) foi realizado o método da extração em fase sólida. Depois da extração, as amostras foram encaminhadas para a análise por cromatografia líquida de alta resolução. Como resultados obtidos, no ponto denominado IG1 foram encontrados altas concentrações N-amoniacal, ortofosfato e nitrito na coleta realizada em dezembro, cujos valores estão acima dos padrões de lançamento, conforme o CONAMA 357/05. No caso da cafeína, pode-se verificar que o ponto IG3, teve uma concentração de aproximadamente 9 µg/L, sendo a mais significativa entre todos os períodos de coleta realizados. O rio Iguaçu precisa de medidas mitigadoras para que seja recuperada a qualidade de suas águas, pois conforme apresentado no estudo, altas concentrações de parâmetros como nitrogênio amoniacal, que é indicador de contaminação foi encontrado em mais de um ponto amostrado. Não se sabe ainda se concentrações de cafeína na água podem causar danos à saúde humana, mas estudos mostram que alguns outros micropoluentes podem provocar danos mesmo em baixas concentrações.

Palavras-chave: Cafeína; Contaminação; Rio Iguaçu

Como citar

Luma Caroline dos Santos; JULIO CESAR RODRIGUES DE AZEVEDO; Alexandre Gonçalves Cordeiro Neto. “DETERMINAÇÃO DE CAFEÍNA PARA IDENTIFICAR ATIVIDADE ANTRÓPICA DE ALGUNS PONTOS NO RIO IGUAÇU”. XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. SICITE2015. 2015. DOI: 10.20906/CPS/SICITE2015-0527