Avaliação da atividade inseticida da espécie vegetal Solanum seaforthianum
Ângela Pin Alba; Cláudio Roberto Novello; Erik Ian Negrão de Moura
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0339
Resumo
Introdução: Solanum seaforthianum Andr. (Solanaceae), comumente conhecida como trepadeira doce amarga, é utilizada na medicina popular como anti hipertensiva, diurética e tônica. A família Solanaceae é conhecida como fonte de alcaloides esteroidais que apresentam diversas atividades biológicas associadas. Metodologia: Em microplaca de 96 poços, 25μl de 15mM iodeto de acetilcolina em água, 125μl de 3mM DTNB em tampão C, 50μl de tampão B, 25μl do extrato bruto liofilizado da planta (10 mg.ml-1 em MeOH) foram adicionados e diluições sucessivas foram feitas para se obter concentração final de 1,0 a 1,0 x 10-6 mg.ml-1 em cada poço, em triplicata. Após, a absorbância foi medida a 405nm a cada 20s por dez vezes. Após, 25μl de 0,22 U.ml-1 de enzima acetilcolinesterase foram adicionados em cada poço e novamente as absorbâncias foram determinadas. Tampão A (50mM Tris-HCl, pH 8), tampão B (50mM Tris-HCl, pH 8, contendo 0,1% de BSA), tampão C (50mM Tris-HCl, pH 8, contendo 0,1 M NaCl e 0,02 M MgCl2.6H2O). Resultados: A percentagem de atividade enzimática foi calculada e os IC50 foram determinados e comparados com a substância de referência fisostigmina. O caule apresentou IC50 de 1,10 ± 0,5 µg.ml-1, o fruto 24,56 ± 0,40 µg.ml-1 e a fisostigmina 0,13 ± 0,005 µg.ml-1. As flores e folhas não foram ativas na concentração testada. Conclusão: Os extratos do caule e fruto de Solanum seaforthianum demonstraram excelente atividade anticolinesterásica, em comparação à fisostigmina. Entretanto, observou-se baixa estabilidade dos extratos testados, tornando-se necessário a realização de novas pesquisas com o intuito de melhor se avaliar o potencial biológico desta espécie.
Palavras-chave: Atividade enzimática; Acetilcolinesterase; Bioinseticida