ATIVIDADE INSETICIDA DO PÓ DE Eugenia uniflora SOBRE Alphitobius diaperinus (PANZER) (COLEOPTERA: TENEBRIONIDAE)
Diane Pilonetto; Alfredo de Gouvêa; Everton Ricardi Lozano; Michele Potrich; Rodrigo Antunes Maciel; Rafael Vido de Alencar; Carla Samanta Pegorini1
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0321
Resumo
Plantas com efeito inseticida podem ser alternativas eficientes para o controle de A. diaperinus, tanto isoladas, quanto associadas a outros agentes de controle. A determinação de concentrações letais é fundamental para o desenvolvimentos de estudos de associação. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes concentrações do pó de E. uniflora sobre larvas e adultos de A. diaperinus, em condições de laboratório. O extrato foi avaliado nas concentrações de 5%, 7,5%, 10%, 12,5%, 15%, 17,5% e 20% misturado a ração comercial previamente esterilizada. A mistura foi distribuída em placas de acrílico (repetições) com 12 poços cada, sendo que cada poço recebeu 0,4 gramas da mistura e uma larva ou um adulto. Para cada concentração foram utilizadas cinco repetições, totalizando 60 insetos por tratamento. A testemunha constou apenas de ração comercial esterilizada. As placas foram acondicionadas em câmara climatizada à temperatura de 27 ± 2ºC, UR de 70 ± 10% e fotofase de 14 horas. A avaliação foi realizada às 12, 24 horas e diariamente durante 10 dias, quantificando-se o número de indivíduos mortos. Verificou-se que o extrato de pitanga ocasionou maior mortalidade acumulada para larvas, nas concentrações de 5% e 17,5%, diferindo significamente da testemunha. As demais concentrações não apresentaram efeito inseticida significativo. Para adultos, as concentrações de 5%, 10%, 15%, 17,5% e 20% apresentaram efeito inseticida, diferenciando-se da testemunha, sem, no entanto apresentar diferença entre si. Estudos de associação com agentes de controle biológico devem ser avaliados visando melhora a eficiência do extrato.
Palavras-chave: Cascudinho; Controle Alternativo; Extratos Vegetais