Implementação e validação de método cromatográfico para quantificação de microcistina-LR
Raquel de Almeida Konzen; Fátima de Jesus Bassetti; Lucila Adriani Coral
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0165
Resumo
Cianobactérias são microrganismos procarióticos e autotróficos que, quando submetidos a determinadas condições ambientais, podem passar a produzir e liberar diferentes metabólitos, dentre eles as cianotoxinas. Uma cianotoxina hepatotóxica de grande importância é a microcistina-LR, de aparecimento comum em florações de cianobactérias do gênero Microcystis, principalmente, e com efeitos severos ao organismo humano e de animais se ingerida. A detecção deste metabólito em água é normalmente realizada a partir de técnicas cromatográficas, as quais necessitam de etapas prévias de otimização e validação do método escolhido, buscando garantir que a identificação e quantificação sejam realizadas de forma adequada. Este trabalho teve por objetivo otimizar e validar uma metodologia para a quantificação de MC-LR por CLAE-DAD, considerando parâmetros como seletividade, linearidade, precisão, exatidão, limite de detecção, limite de quantificação e robustez, além de validar, em termos de exatidão e precisão, um método de concentração da MC-LR por extração em fase sólida (SPE). O método consistiu em uma eluição isocrática utilizando-se como fase móvel água e acetonitrila com 0,05% de ácido trifluoracético (TFA) e coluna C18 (250 mm x 4,6 mm x 5 μm). A metodologia cromatográfica escolhida obteve exito em quantificar a MC-LR, confirmando através das análises de que 238 nm é o melhor comprimento de onda a ser monitorado, estabelecendo a condição de 60H2O:40ACN como melhor proporção de fase móvel, e confirmando o volume de 20 μL e vazão de 1,0 mL min-1 como melhores condições a serem seguidas. As características do método de extração em fase sólida que foram modificadas influenciaram de forma negativa os resultados obtidos.
Palavras-chave: Cianobactéria ; Microcistina-LR; CLAE-DAD; Validação