Avaliação do resíduo úmido de cervejaria na remoção do corante amarelo reativo oriundo de indústrias têxteis
Adriane Zanutto; Juliana Martins Teixeira de Abreu Pietrobelli; Elis Regina Duarte
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0130
Resumo
Este trabalho avaliou o potencial do bagaço de malte (resíduo oriundo do processo de fabricação de cerveja) como biossorvente, na remoção do corante Amarelo Reafix B2R, utilizado em indústrias têxteis. Devido à produção de cerveja, o bagaço de malte é um resíduo produzido em larga escala. Este resíduo geralmente é utilizado como ração animal, pois as indústrias cervejeiras não possuem muitas alternativas de descarte do mesmo. Já os corantes têxteis, podem causar interferências na transmissão de luz solar dentro da água e consumo do oxigênio dissolvido do ambiente, quando descartados em rios ou lagos. Portanto, tratando a água contaminada com corante utilizando como biossorvente o bagaço de malte, é possível minimizar os prejuízos causados pelo descarte incorreto de corantes, bem como dar destino útil e benéfico para os resíduos da indústria cervejeira. Os testes foram realizados em duplicata, em sistema de batelada, com temperatura, agitação e pH controlados. Inicialmente, realizou-se um planejamento fatorial 2² para determinar os melhores parâmetros operacionais para a remoção do corante para os testes subsequentes, sendo os parâmetros ótimos obtidos: pH 2 e 130 rpm. Pelo teste cinético foi possível determinar o tempo de equilíbrio, sendo o mesmo de aproximadamente 6 horas, com uma porcentagem de remoção do corante superior a 93%. O modelo cinético que melhor ajustou os dados foi o de pseudo-segunda ordem. Os resultados obtidos demonstram que o bagaço de malte tem potencial para ser utilizado em sistemas de tratamento de efluentes têxteis.
Palavras-chave: Bagaço de Malte; Indústria Têxtil; Amarelo Reafix B2R; Biossorção