C Conferentia Proceedings
SICITE2015-0080 Ciências Biológicas

HISTOPATOLOGIAS DE FÍGADO DE Hypostomus ancistroides (TELEOSTEI) COMO BIOMARCADOR DE CONTAMINAÇÃO AQUÁTICA NO RIO PIRAPÓ, NORTE DO PARANÁ

Aliciane de Almeida Roque; elton celton oliveira; Nédia de Castilhos Ghisi

doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0080

Resumo

O presente trabalho confeccionou histologias de tecido hepático do peixe-cascudo Hypostomus ancistroides, coletados ao longo de um gradiente de poluição no rio Pirapó (PR) para inferir sobre a qualidade deste corpo hídrico. As coletas do bioindicador foram efetuadas em duas estações (inverno e verão) e em três locais: 1- montante: localizado em Apucarana, nas cabeceiras do rio, sendo o local mais preservado e com boa cobertura vegetal; 2- intermediário: após a estação de tratamento de água de Maringá, com atividade agropecuária e industrial e pouca cobertura de vegetação ciliar; 3- jusante: após a descarga dos resíduos da estação de tratamento de esgoto (ETE) de Maringá, com pouca cobertura vegetal. Coletaram-se cerca de 20 indivíduos por ponto amostral em cada estação do ano, os quais foram transportados em recipientes contendo aerador e água do próprio rio até o laboratório, onde foram anestesiados com benzocaína a 20% e, posteriormente, seccionados para retirada do tecido, o qual foi fixado em ALFAC por 12 horas e, na sequência, acondicionado em álcool 70%. Os fragmentos de tecido foram, então, desidratados, incluídos em resina, trimados, microtomados com a espessura de 7 μm, corados em H/E e, por fim procedeu-se as análises qualitativas das lâminas em microscopia óptica. A quantificação dos danos foi através do índice de Bernet e as comparações a partir do protocolo da ANOVA bifatorial, seguida pelo teste de Tukey. A ANOVA revelou que apenas os locais influenciaram a taxa de danos histopatológicos, sendo os maiores valores verificados nos pontos: intermediário e jusante. Tais resultados sugerem que os bioindicadores nestes locais estão sujeitos a um maior acúmulo de substâncias tóxicas (poluentes), desencadeando um processo de resposta patológica no tecido-alvo, o qual desempenha uma função vital na detoxificação dos organismos. Assim, verifica-se que o emprego de técnicas histopatológicas é uma ferramenta eficiente para o monitoramento de ambientes aquáticos.

Palavras-chave: Bioindicador; Biomonitoramento; Poluição aquática; Hypostomus ancistroides

Como citar

Aliciane de Almeida Roque; elton celton oliveira; Nédia de Castilhos Ghisi. “HISTOPATOLOGIAS DE FÍGADO DE Hypostomus ancistroides (TELEOSTEI) COMO BIOMARCADOR DE CONTAMINAÇÃO AQUÁTICA NO RIO PIRAPÓ, NORTE DO PARANÁ”. XX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. SICITE2015. 2015. DOI: 10.20906/CPS/SICITE2015-0080