Síntese e caracterização de nanobastões de ouro para aplicação em biossensores plasmônicos
Maiara Mitiko Taniguchi; Johny Paulo Monteiro; Elton Gutendorf Bonafé
doi:10.20906/CPS/SICITE2015-0078
Resumo
Nanopartículas de ouro (AuNPs) apresentam absorções na região do visível dependentes da forma, tamanho, índice de refração, entre outros, características que se distingue daquelas observadas para ouro em sua forma macroscópica. Isso ocorre devido ao efeito de ressonância de plasmon de superfície localizado (LSPR), fenômeno gerado sobre o ouro nanoestruturado por meio da incidência de luz em uma interface metal-dielétrico. Nesse efeito, os elétrons livres do metal são excitados e ressonam com o campo elétrico da luz presa na interface. Este fenômeno permite que AuNPs sejam recorrentemente empregadas no desenvolvimento de biossensores. No presente trabalho foram sintetizados nanobastões de ouro (AuNRs) utilizando o método de crescimento mediado por sementes. Foram empregados diferentes volumes de soluções de nitrato de prata (AgNO3) e ácido ascórbico durante a síntese afim de estudar a influência destes nas características dos AuNRs produzidos. Análises ópticas e microscópicas foram usadas para avaliar o material obtido. Espectros de absorção e imagens eletrônicas mostraram que o melhor material foi obtido na síntese utilizando 100 µL de solução 0,01 mol L-1 de AgNO3 e 30 µL de solução 0,1 mol L-1 de ácido ascórbico. Foram obtidas morfologias de bastão mais homogênea e bandas melhores definidas, quando comparado com outras condições, sendo o raio aparente médio de 3,25 ± 0,43 nm. Essas características são requeridas para aplicação de suspensões coloidais em sensores plasmônicos.
Palavras-chave: Nanobastões de ouro; Ressonância de Plasmon de Superfície; Ressonância de Plasmon de Superfície Localizado