C Conferentia Proceedings
SBMR-06-0027 Mecânica das Rochas para Escavações Subterrâneas

IP4 (A4) - TÚNEL DO MARÃO. DO ESTUDO GEOLÓGICO E GEOTÉCNICO À DEFINIÇÃO DAS SOLUÇÕES DE PROJETO

Miguel Filipe Menezes Conceição1; João Borrego Aldeias1; Manuel José Antunes Rodrigues Romeiro1; Pedro Canelas Chitas Martins1; Carlos José de Oliveira Baião1; Luís P. C Gonçalves2; Rui Fernando Luís2; Carlos M. Charneca Russo3; Bernardo Pereira Bastos Monteiro4; João Carlos Cabral Azevedo4

1 Cenor, Consultores, SA; 2 EPOS - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, SA; 3 Russo, Carlos M. Charneca; 4 IP Engenharia

doi:10.20906/CPS/SBMR-06-0027

Resumo

O túnel do Marão é constituído por dois túneis paralelos, designados por Túnel Norte e Túnel Sul, com aproximadamente 5 667 m cada um, perfazendo um total de 11 335 m de túnel, que atravessam a Serra do Marão no sentido aproximado Oeste / Este, e insere-se na Autoestrada do Marão, entre Amarante e Vila Real. A secção transversal corrente de cada um dos túneis foi definida de modo a asseverar uma área útil mínima de 97,50 m², de modo a garantir que, em fase de exploração, a altura útil mínima é de 5,00 m. O túnel atravessa a Serra do Marão no seu flanco sul, a pouco mais de 1 km da portela do Alto de Espinho. O relevo é bastante acidentado, com linhas de crista muito elevadas e uma rede hidrográfica muito encaixada. O substrato é constituído por formações do Ordovícico e do Complexo Xisto-grauváquico (CXG) do Câmbrico. O CXG está representado pela Formação de Desejosa do Grupo do Douro. A passagem do CXG ao Ordovícico faz-se através de uma superfície de discordância estratigráfica. À superfície, o contacto entre a Formação de Desejosa e o Ordovícico é normalmente por falhas com direção WNW-ESSE, a falha de Manta, que foi atravessada pelo túnel, e a falha de Freitas, mais a sul. Os trabalhos de escavação do túnel do Marão tiveram o seu início em Julho de 2009 e foram definitivamente suspensos em Julho de 2011, altura em que no lado Poente se encontravam escavados 1239 m no túnel Norte e 1360 m no túnel Sul. No lado Nascente encontravam-se escavados 2475 m no túnel Norte, enquanto no túnel Sul encontravam-se escavados 2267 m. Após Julho de 2011 realizaram-se exclusivamente trabalhos de manutenção e preservação da obra já executada. Em Fevereiro de 2014 foi realizado um novo concurso para o projeto e construção dos trabalhos necessários à conclusão do túnel. No presente artigo, são apresentados os principais aspetos geológicos e geotécnicos que nortearam o desenvolvimento do projeto. Designadamente, a expectativa do atravessamento de acidentes tectónicos importantes numa escavação subterrânea a grande profundid

Palavras-chave: Túneis rodoviários longos; Maciços rochosos; Projeto; NATM

Como citar

Miguel Filipe Menezes Conceição; João Borrego Aldeias; Manuel José Antunes Rodrigues Romeiro; Pedro Canelas Chitas Martins; Carlos José de Oliveira Baião; Luís P. C Gonçalves; Rui Fernando Luís; Carlos M. Charneca Russo; Bernardo Pereira Bastos Monteiro; João Carlos Cabral Azevedo. “IP4 (A4) - TÚNEL DO MARÃO. DO ESTUDO GEOLÓGICO E GEOTÉCNICO À DEFINIÇÃO DAS SOLUÇÕES DE PROJETO ”. VII Simpósio Brasileiro de Mecânica das Rochas. SBMR2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/SBMR-06-0027