Gestão de Risco em Túneis - Diretrizes
Henrique Leoni Rodrigues da Cunha1; Cainã Bemfica de Barros1; André Pacheco de Assis1
1 Universidade de Brasília
Resumo
A gestão de risco em túneis é pouco aplicada e relativamente recente (CARVAJAL et al., 2012). O objetivo deste trabalho é apresentar as diretrizes recomendadas pela ITA (International Tunneling and Underground Space Association) para a gestão de risco em túneis; descrever brevemente as ferramentas utilizadas para as análises necessárias; e apresentar a análise de risco para um túnel em rocha. De acordo com a ITA (2004), são três as etapas necessárias para a implementação da gestão de riscos: a primeira, que é realizada durante os estudos de viabilidade e do projeto conceitual; a segunda, que ocorre na fase de licitação e de elaboração dos contratos; e a terceira, que é realizada durante a construção do empreendimento. A primeira etapa é iniciada pela adoção de uma política de riscos, que é definida pelo contratante, e consiste na determinação de limites que definem quais ações serão adotadas. Para riscos acima do limite superior, é necessária a adoção de medidas que os reduzam, independentemente do custo; para aqueles abaixo do limite inferior, nenhuma intervenção se faz necessária; para aqueles situados entre os dois limites - a zona chamada ALARP (as low as reasonably practicable) -, os riscos devem ser mitigados, desde que de forma economicamente viável. É importante que esta análise seja realizada na fase de pré-projeto a fim de permitir uma mudança na concepção do projeto caso os riscos se mostrem inaceitáveis (INTERNATIONAL TUNNELLING ASSOCIATION, 2004). Caso algum risco mais importante seja identificado, torna-se necessária uma análise mais aprofundada que pode ser por ferramentas como árvores de falhas e de eventos. Caso um possível cenário seja identificado, mas não possa ser avaliado, cria-se o chamado registro de risco, análise qualitativa, não quantitativa, na qual os possíveis cenários são identificados e podem ser reavaliados. Na segunda etapa é feita implementação contratual das ações necessárias para que a política de riscos seja assegurada. É feita uma alocação dos riscos entre as partes de tal f
Palavras-chave: Gestão de Risco; Túneis; Árvore de falhas