CORRELAÇÃO ENTRE TESTES LABORATÓRIAIS PINO-SOBRE-DISCO EM PEQUENA ESCALA E TESTES DE BANCADA EM GRANDE ESCALA DE EMBREAGENS AUTOMOTIVAS A SECO
Graciliano Pereira Fernandes1; José Daniel Biasoli de Mello1; Ivan Roger Scansani Gregori1; Ivan Roger Scansani Gregori1; Paulo Zanotto1; Walter Haertel Jr.1
1 Universidade Federal de Uberlândia
Resumo
Para desenvolver um material de fricção muitos testes são necessários para que se possa entender como uma ou várias matérias primas se comportam em relação aos aspectos tribológicos. Neste tipo de desenvolvimento, existe um alto grau de empirismo surgindo a necessidade de várias repetições nos testes para que se façam as escolhas mais assertivas das matérias primas ou mesmo dos processos envolvidos. Este trabalho tem como objetivo mostrar a correlação, expressa através da taxa de desgaste do material de fricção de embreagem automotiva a seco, existente entre testes tradicionais de durabilidade em dinamômetro (ensaios mais demorados, complexos e mais caros, devido há necessidade da confecção completa dos protótipos) e testes conduzidos em tribômetro tipo Pino-Disco (ensaios mais rápidos e mais simples, conseqüentemente menos onerosos). Foi constatado que, após otimização dos parâmetros tribológicos impostos, o tribômetro Pino-Disco (carga atuante contínua no tempo, amostra de 13 mm de diâmetro externo) consegue reproduzir os resultados das taxas de desgaste apresentadas pelo dinamômetro tradicional, ainda que este último aplique a carga de forma cíclica e utilize peça padrão de teste de 200 mm de diâmetro externo.
Palavras-chave: Embreagem automotiva; Materiais de atrito; Contato por deslizamento; Pino-sobre-disco; Teste de bancada