Análise experimental de tensões em implantes com três diferentes tipos de junções e corpo único utilizando a metodologia da fotoelasticidade plana.
Sérgio Rocha Bernardes1; Flávio Domingues das Neves1; Cleudmar Amaral de Araújo1
1 Universidade Federal de Uberlândia
Resumo
Desde 1965, quando foi realizada a primeira Reabilitação Oral em seres humanos, os implantes dentários vêm demonstrando altos índices de sucesso em artigos de acompanhamento longitudinal. Porém, no decorrer desses anos pôde ser observado que os implantes originais - com plataforma de hexágono externo - apresentam perda óssea marginal de em média 0.9mm no 1o ano e 0.1mm por ano subseqüente. O motivo de tal fato estaria ligado a concentração de tensões, resultantes de sobrecarga na prótese, ao redor da plataforma desses implantes levando a micro-fraturas ósseas. Empresas lançaram no mercado diferentes desenhos de junções pilar/implante buscando minimizar ou até mesmo resolver esse problema. Alguns exemplos dessas conexões novas seriam o hexágono interno e a cônica interna. Neste trabalho foram avaliadas conexões tipo: hexágono interno, hexágono externo, cônica interna e um implante sem junção com o pilar, de peça única. Foram fabricados pilares e implantes cujos desenhos diferiam entre si apenas pelos diferentes tipos de junções citados. Implantes e pilares foram unidos formando dois grupos com o mesmo desenho externo, cada amostra foi fixada em blocos fotoelásticos de iguais dimensões. Em cada conjunto foram aplicados dois diferentes carregamentos: um axial ao implante e um deslocado. Nestes modelos foi avaliado tanto qualitativamente, quanto quantitativamente, o gradiente de tensões em 61 pontos ao longo do corpo do implante. Foram encontradas mínimas diferenças entre os modelos analisados em valores de tensão cisalhante máxima.
Palavras-chave: Biomecânica; implantes dentários; junção; fotoelasticidade; tensão