Análise da Estrutura dos Bancos de Dados de Desastres no Estado de São Paulo
Giovana Stanganelli Vieira1; Anna Silvia Palcheco Peixoto1; Ilza Machado Kaiser1
1 Univ. Estadual Paulista
Resumo
O aumento das vítimas e danos causados por desastres naturais e tecnológicos tem sido largamente noticiado. Paralelamente, a ONU decretou a década de 90 como a Década Internacional para Redução de Desastres Naturais, medida que resultou no Marco de Hyogo e de Sendai, em 2005 e 2015, respectivamente. A redução da vulnerabilidade de comunidades e o incentivo ao desenvolvimento de cidades resilientes passou a ser uma das principais metas das políticas internacionais. A sistematização da informação sobre desastres naturais e tecnológicos em bancos de dados é uma ação primordial para o planejamento e a adoção de medidas preventivas. No Brasil, o Ministério de Integração Nacional disponibilizou o Sistema Integrado de Informação sobre Desastres (S2ID) com registros nacionais desde 1940. Na mesma tendência, a Defesa Civil do Estado de São Paulo lançou o SIDEC (Sistema Integrado de Defesa Civil) que possui dados estaduais a partir de 2008. Além desses, o Centro Meteorológico de Bauru da Faculdade de Ciências/UNESP (IPMet) mantém um banco de dados com enfoque regional (estados de São Paulo e Paraná), com dados disponíveis desde 1980. Os três bancos são disponibilizados online. Tais bancos de dados utilizam os seguintes conceitos para classificação e organização da informação sobre desastres: evento desencadeador, tipos de dano, e quantificação de perdas materiais e humanas. A Defesa Civil Brasileira adotou a classificação COBRADE (Classificação e Codificação Brasileira de Desastres) em 2012 que se baseia no padrão EM-DAT (Banco de Dados de Eventos Emergenciais), a fim de facilitar a troca de informações. Apesar desses esforços, frequentemente as informações sobre danos e sobre eventos desencadeadores não são claramente identificadas e disponibilizadas. Dificuldades são observadas quanto à sistematização e organização de informação, uma vez que vários danos ocorrem concomitantemente, com mais de um evento desencadeador, podendo resultar em contagens múltiplas ou omissão de um evento. O presente trabalho compara a estrutura
Palavras-chave: disasters; vulnerability; resilient cities