C Conferentia Proceedings
GJ-01-0037 Ensaios de Laboratório e Campo e Modelagem Física

Efeitos de velocidade em ensaios de palheta em solos argilosos

Emanuele Amanda Gauer1; Fernando Schnaid2

1 Centro Universitário UNIVATES - Lajeado RS; 2 Universidade Federal do Rio Grande do Sul

doi:10.20906/CPS/GJ-01-0037

Resumo

Os ensaios de palheta são frequentemente utilizados na estimativa da resistência não-drenada de depósitos de argilas moles devido à simplicidade do equipamento, rapidez de execução e baixo custo. A velocidade de deformação em ensaios de palheta de campo é, geralmente, de 6º/min. Contudo, os resultados destes ensaios são influenciados por vários fatores, como a velocidade de rotação da palheta, o tempo transcorrido entre a inserção da palheta e o início do ensaio, a forma da palheta e o índice geométrico (relação entre altura e diâmetro), as condições de drenagem durante o ensaio, a anisotropia de resistência, entre outros. Dentre todos os fatores que influenciam os ensaios de palheta, a velocidade de rotação é considerada um dos mais importantes. Sob condições não-drenadas, os materiais argilosos apresentam ganho de resistência com o aumento da velocidade de cisalhamento, resultante da viscosidade da água adsorvida nas partículas de solo. Desta forma, o objetivo deste trabalho consiste na avaliação da influência da velocidade de rotação do ensaio de palheta na resistência de solos argilosos. Além disto, procura-se identificar padrões de comportamento de solos para considerar os efeitos de variação de velocidade. Para tal, foram realizados ensaios de palheta em laboratório, utilizando palhetas de 20,2, 25,5 e 40,0 mm de diâmetro e com relação altura-diâmetro igual a 2 a velocidades de rotação de 0,68 a 10800o/min, utilizando uma mistura composta por 85% caulim e 15% bentonita com 130% de umidade. A partir dos resultados dos ensaios de palheta, observou-se que a resistência não-drenada do solo argiloso aumenta com a velocidade, sob condições não-drenadas. A resistência não-drenada também é influenciada pelo diâmetro da palheta. A resposta viscosa dos ensaios de palheta ao longo de toda a faixa não-drenada pode ser descrita por uma equação potencial, para valores de velocidade normalizada (V) maiores que 10. O torque medido durante os ensaios é influenciado pelas dimensões da palheta. Porém, não foi verificada qualq

Palavras-chave: velocidade de cisalhamento; condições de drenagem; efeitos viscosos; ensaio de palheta; solos argilosos

Como citar

Emanuele Amanda Gauer; Fernando Schnaid. “Efeitos de velocidade em ensaios de palheta em solos argilosos”. VII Simpósio Brasileiro e V Conferência Sul-Americana de Engenheiros Geotécnicos Jovens. GEOJOVEM2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/GJ-01-0037