Intenção de Rotatividade entre Professores de Rede Pública: Análise da Influência de Bem-estar no Trabalho e Pró-Atividade
Pedro Afonso Cortez1; Pedro Afonso Cortez1; Heila Magali da Silva Veiga1; Heila Magali da Silva Veiga1
1 Universidade Federal de Uberlândia
Resumo
A falta de professores nas redes públicas de ensino básico apresenta-se como problema social. Nesse contexto, o objetivo geral da pesquisa foi verificar a influência das variáveis bem-estar no trabalho (BET) e pró-atividade (PRÓ-AT) na intenção de rotatividade (IR) em uma amostra de professores. A amostra de conveniência foi composta por 126 professores, sendo 98,3% do sexo feminino, com média de 42 anos de idade (dp=9,28) e 11 anos de tempo de serviço (dp=8,10). A maior parte dos professores tinha especialização completa (76,2%) e lecionava no ciclo 1 do ensino fundamental, que vai do 1° ao 5° ano (78,6%). Empregou-se no estudo instrumentos validados psicometricamente, com escala de resposta do tipo Likert de cinco pontos e confiabilidade elevada (alfa de Cronbach>0,88). Os resultados demonstraram que os professores vivenciam níveis elevados de bem-estar no trabalho e pró-atividade, bem como apresentam baixos índices de intenção de rotatividade. Apurou-se ainda que o ciclo de ensino em que o professor leciona influencia nos níveis de afeto positivo e realização no trabalho. A idade também influenciou na intenção de rotatividade, sendo os professores mais jovens aqueles com maior intenção de rotatividade. Os achados apontam que as variáveis antecedentes explicam 17% da variância de intenção de rotatividade, destacando-se a contribuição significativa única do fator afeto positivo.
Palavras-chave: Gestão na Educação; Gestão na Educação; Educação Básica; Educação Básica; Gestão de Pessoas; Gestão de Pessoas