Inovação e desenvolvimento de novos produtos: Características do ramo farmacêutico brasileiro
Ana Vitória M. Cunha1; Giovanna Cristina Rodrigues1; Paola Guirelli B. Mendonça1; Sara Silva Cunha1; Camila de Araujo1
1 Universidade Federal de Uberlândia
Resumo
Com intuito de melhorar sua participação no mercado e se adequar às demandas, as organizações buscam se diferenciar das demais com investimentos em novos produtos com inovações tecnológicas. O ramo farmacêutico se enquadra nesse ambiente, por necessitar de muitas inovações para conseguir suprir as necessidades do mercado, dado o cenário de diversas doenças que tem emergido ao longo dos anos. Tal contexto foi abordado por se tratar de um ramo pouco estudado na literatura brasileira, além de demandar um grande investimento e por possuir uma grande expectativa em torno dele, pois este contribui com soluções importantes para a saúde da sociedade do país. Assim, este artigo tem por objetivo apresentar uma revisão teórica com o objetivo de compreender como são realizados os processos de desenvolvimento de novos produtos e de inovação no ramo farmacêutico. Deste modo, o trabalho foca no processo de desenvolvimento de novos produtos (PDP), ciclo de vida do produto, nos modelos de inovação e nas causas de sucesso e falha no PDP. E em seguida, estão apresentadas análises obtidas com o estudo. Como resultado deste estudo constatou-se que as empresas brasileiras, diferentemente das multinacionais, tem sua inovação, na maioria dos casos, por meio da engenharia reversa, sendo introduzidos medicamentos genéricos no mercado. Além disso, o Processo de Desenvolvimento de novos Produtos não seguem precisamente as seis fases comumente utilizadas, mas sim duas fases, a Etapa Química e a Etapa Tecnológica. Dessa forma, o setor fármaco não possui um PDP que inclua apropriadamente a inovação no Desenvolvimento de novos Produtos.
Palavras-chave: Inovação; Processo de Desenvolvimento de Produtos; Indústria Farmacêutica