C Conferentia Proceedings
CON-2016-0844 21. TRIBOLOGIA

Análise da eficiência tribológica do óleo animal como lubrificante

Salete Kerimma Pegado de Medeiros1; Felipe César da Silva Lopes1; Bruna Louyse de Araújo1; Edália Azevedo de Faria1; Marinalva Ferreira Trajano1; Salete Martins Alves1

1 UFRN

doi:10.20906/CPS/CON-2016-0844

Resumo

Sabe-se que os lubrificantes são essenciais para a indústria automobilística, máquinas, engrenagens, eixos, mancais, entre outros mecanismos. Atualmente estudam-se vários tipos de lubrificantes que em sua maioria são mineral e sintética. Entretanto, estes óleos não são de fontes renováveis e possuem um custo elevado. Os óleos vegetais (óleo de girassol e óleo de girassol epoxidado) tem sido promissores como novos lubrificantes. Porém, o óleo de origem animal (gordura suína) ainda não foi investigado como lubrificante de componentes mecânicos. O objetivo deste trabalho é avaliar e comparar a eficiência tribológica de um óleo de origem animal em relação aos demais óleos citados. Os óleos foram caracterizados em termos de densidade, viscosidade, índice de viscosidade e acidez. O teste tribológico foi realizado sob condições de lubrificação limite no tribômetro HFRR. Os corpos de prova utilizados foram, a esfera de aço AISI 52100 (570-750 HV) de 6 mm e o disco AISI 52100 (190-210 HV) de 10 mm de diâmetro e 3 mm de espessura. Nas condições de ensaios no equipamento, tanto a esfera quanto o disco estão submersos no óleo ensaiado, tendo como parâmetros: carga (10N); frequência (20 Hz); deslocamento (1 mm); tempo (60 minutos); temperatura (50 °C). O coeficiente de atrito, formação de filme e desgaste da esfera foi medido pelo equipamento. O desgaste do disco foi analisado após ensaio de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Através da caracterização físico-química dos óleos estudados pôde-se observar que possuem boas especificações para um lubrificante. Na parte tribológica verificou-se que o óleo animal possui uma menor formação de filme, porém, o coeficiente de atrito se assemelha aos demais óleos vegetais e o desgaste avaliado na esfera foi o que obteve menor média de desgaste. Desta forma, pode-se dizer que este óleo (gordura suína) torna-se um novo tipo de lubrificante.

Palavras-chave: óleo vegetal; gordura suína; tribologia; comparação; lubrificantes

Como citar

Salete Kerimma Pegado de Medeiros; Felipe César da Silva Lopes; Bruna Louyse de Araújo; Edália Azevedo de Faria; Marinalva Ferreira Trajano; Salete Martins Alves. “Análise da eficiência tribológica do óleo animal como lubrificante”. IX Congresso Nacional de Engenharia Mecânica. CONEM2016. 2016. DOI: 10.20906/CPS/CON-2016-0844