Estudo dos mecanismos de deformação em um aço TRIP/TWIP com 17% de Mn e baixo C submetido a esforços de tração
Weslei Patrick Teodósio Sousa1; Dagoberto Brandão Santos2; Sara Silva Ferreira de Dafé1
1 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; 2 Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
doi:10.20906/CPS/CON-2016-0391
Resumo
Com base nos requisitos exigidos aos materiais pelas indústrias, pesquisas têm sido feitas buscando um mecanismo de encruamento, tal que, aumente a resistência mecânica dos aços sem redução da ductilidade. Então, foi nesse contexto que aços com alto teor de manganês como TRIP (Transformation Induced Plasticity) e TWIP (Twinning Induced Plasticity) tem emergido. Atualmente, a ductilidade e a conformabilidade são importantes parâmetros na fabricação de compontentes externos de automóveis, devido a sua influência na estampagem e contribuição para maior segurança do passageiro em uma eventual colisão. Visto isso, este trabalho tem como objetivo a avaliação microestrutural e dos mecanismos de deformação, bem como a influência destes parâmetros sobre o comportamento mecânico de um aço contendo 17%Mn e baixo C após laminação a quente a 1100°C. A energia para falha de empilhamento para este material é 14.5 mJ/m2, indicando a ocorrência de transformação martensítica e maclação como mecanismos de deformação. Em amostras desse aço laminado a quente, ensaios de tração interrompidos foram feitos para deformações entre 2 e 35%, sendo que um ensaio foi conduzido até a ruptura para determinação das propriedades mecânicas. Análises de difração de raios-X (DRX) foram feitas, bem como simulação dos espectros das amostras tracionadas através dos softwares Origin 8.5 e MAUD (Materials Analysis Using Diffraction) objetivando identificar e quantificar as fases presentes no material. A probabilidade de falha de empilhamento e a densidade de discordâncias também foram estimadas através do MAUD. Finalmente, análises de EBSD (Electron Backscatter Diffraction) foram feitas para identificar e quantificar as fases presentes em diferentes estágios de deformação, corroborando as análises de difração de raios-X. O limite de escoamento e de resistência a tração foram, 250 e 850MPa, respectivamente. O alongamento obtido foi de 40%, enquanto que o coeficiente de encruamento segundo o critério de Considère foi 0.28. Com a simulação feita através do
Palavras-chave: TRIP; TWIP; EBSD; DRX; Método de Rietveld