ESTUDO DO ENVELHECIMENTO ARTIFICIAL DE AMOSTRAS DE BIOMASSA AMAZÔNICA UTILIZANDO TERMOGRAVIMETRIA
Ananda Melo da Rocha1; Alan Nogueira Carneiro1; Rene Francisco Boschi Gonçalves1
1 Universidade Federal do Pará
doi:10.20906/CPS/CON-2016-0105
Resumo
Desde o século passado, diversos foram os procedimentos de envelhecimento acelerado dos mais diversos materiais, e os métodos propostos a fim de prever e avaliar sua estabilidade, com objetivo de verificar se houve qualquer modificação substancial de suas características físico-químicas. No entanto, existe uma falta de conhecimento acerca dos parâmetros cinéticos necessários para a caracterização da biomassa, atualmente usada como substituta de combustíveis fósseis. O presente trabalho apresenta um estudo do envelhecimento de caroços de açaí, amplamente encontrados como resíduos na Amazônia, avaliando a diminuição da energia de ativação de sua decomposição ao longo do tempo. A importância deste estudo está em avaliar a vida útil do material, evitando sua autoignição de modo que seu manuseio e armazenamento sejam garantidos de forma segura. Utilizando métodos termogravimétricos (métodos de Ozawa, Kissinger e isoconversional), as curvas TG/DTG foram obtidas para várias razões de aquecimento, a partir das quais os parâmetros de Arrhenius foram calculados utilizando a temperatura máxima observada na DTG. O procedimento consistiu em manter as amostras num forno a uma temperatura constante de 110º C durante três meses. A cada 7 dias, foram coletadas amostras para a análise TG, em três razões de aquecimento diferentes (5, 10 e 15 ºC min-1). Os resultados mostram uma diminuição de aproximadamente 50% da energia de ativação da biomassa. Isto indica uma aceleração das reações de decomposição de hemicelulose/celulose presentes na biomassa, provavelmente devido à formação de ligações cruzadas na rede molecular e também alguma decomposição preliminar dos constituintes em moléculas menores.
Palavras-chave: Biomassa; Açaí; Termogravimetria; Envelhecimento acelerado