Compensação passiva em sistemas não-senoidais - Parte I: estudos de casos em circuitos monofásicos
Rodrigo de Almeida Coelho1; Núbia Silva Dantas Brito1; Érica Mangueira Lima1; Caio Marco dos Santos Junqueira1
1 Universidade Federal de Campina Grande
Resumo
A inserção crescente de cargas não-lineares no sistema elétrico de potência tem provocado um distanciamento cada vez maior dos sinais de tensão e corrente em relação à forma senoidal pura. Como resultado, o cálculo de potência tradicional tornou-se inadequado nessas condições, fato que tem motivado o desenvolvimento de diversas teorias de potência. Para sistemas monofásicos, algumas das principais teorias de potência são a Teoria das Componentes Físicas das Correntes (CPC), a Norma IEEE 1459, e a Teoria da Potência Conservativa (CPT). Uma das alternativas para a melhoria da eficiência de utilização de um sistema é a redução da potência reativa, de modo a minimizar as perdas e o consumo de energia da rede elétrica. Este trabalho se enquadra nesse âmbito e apresenta um estudo que teve como objetivo avaliar a compensação passiva em sistemas monofásicos não-senoidais. No estudo foram utilizados dois circuitos elétricos, nos quais foram analisadas a potência reativa e as consequências da compensação passiva aplicada em cada um deles. Os resultados indicaram que as discrepâncias entre os valores de potência reativa são proporcionais à distorção dos sinais, e que esta potência pode ser minimizada a partir de compensadores passivos, mesmo em condições não-senoidais.
Palavras-chave: sinais não-senoidais; qualidade da energia elétrica; potência reativa; teorias de potência; compensação passiva