C Conferentia Proceedings
CBCM2017-0128 Área de Meio Ambiente: Recuperação de áreas degradadas

Microbiologia de um solo construído em área de mineração de carvão após 11 anos de revegetação com Poáceas

Jeferson Prass Pimentel1; Eloy Antonio Pauletto1; Luciano Geissler1; Danilo Dufech Castilhos1; Flavia Fontana Fernandes1; Luiz Fernando Spinelli Pinto1; Thais Murias Jardim1; Lizete Stumpf2; Lucas da Silva Barbosa1; Diovan Fonseca Goulart1

1 UFPEL; 2 FURG

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0128

Resumo

No estado do Rio Grande do Sul a maior jazida de carvão encontra-se no município de Candiota, o qual é minerado a céu aberto, com a remoção de grandes volumes de solo e rochas, gerando significativos impactos ao ambiente. A adição de estéreis na cava aberta pela mineração, seguido da reposição de uma camada de solo abrangem a recomposição topográfica destas áreas, provocando, geralmente, modificações na qualidade estrutural e, consequentemente, refletindo negativamente na revegetação destas áreas, processo fundamental para a recuperação dos atributos microbiológicos das áreas degradadas pela mineração. Este trabalho teve como objetivo, portanto, avaliar a influência de quatro espécies de Poáceas sobre os atributos microbiológicos de um solo construído após mineração de carvão, revegetado por 11 anos. O estudo foi realizado em uma área de mineração de carvão em Candiota-RS pertencente à Companhia Riograndense de Mineração (CRM). O solo foi construído no início de 2003 e o experimento, com o cultivo de diferentes espécies de Poáceas, instalado em novembro/dezembro de 2003. Os tratamentos avaliados foram T1 - Hemarthria altissima; T2 - Cynodon dactylon; T3 - Paspalum notatum; T4 - Urochloa brizanta ; T5 - Vegetação espontânea. Como testemunhas utilizaram-se o solo construído sem cobertura vegetal e solo natural denominados de T6 e T7, respectivamente. Foram coletadas amostras de solo com estrutura não preservada na camada de 0,00-0,10 m para as determinações do carbono orgânico total, do carbono microbiano, da respiração basal e do coeficiente metabólico do solo construído. De um modo geral, todas as plantas cultivadas proporcionaram um incremento nos teores de carbono orgânico do solo quando comparado ao tratamento construído sem vegetação (T6), porém não se aproximaram dos valores observados no solo natural (T7). O incremento no carbono orgânico no solo cultivado com as gramíneas, possibilitou também um aumento nos teores de carbono microbiano do solo, destacando-se o tratamento com a Hemartria altissima e a Uroch

Palavras-chave: Hemarthria altissima; respiração basal; carbono microbiano

Como citar

Jeferson Prass Pimentel; Eloy Antonio Pauletto; Luciano Geissler; Danilo Dufech Castilhos; Flavia Fontana Fernandes; Luiz Fernando Spinelli Pinto; Thais Murias Jardim; Lizete Stumpf; Lucas da Silva Barbosa; Diovan Fonseca Goulart. “Microbiologia de um solo construído em área de mineração de carvão após 11 anos de revegetação com Poáceas”. V Congresso Brasileiro de Carvão Mineral. CBCM2017. 2017. DOI: 10.20906/CPS/CBCM2017-0128