Ecossistemas de Referência na Floresta Atlântica na região sul do estado de Santa Catarina
Felipe Seron1; Sulivan Pires de Jesus2; Patricia Figueiredo Correa1; Guilherme Alves Elias1; Edilane Rocha Nicoleite3; Robson dos Santos1
1 Universidade do Extremo Sul Catarinense; 2 Centro de Educação Profissional Abílio Paulo; 3 Centro Tecnológico SATC
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0101
Resumo
No estado de Santa Catarina, as agressões resultantes de ações antrópicas como: mineração, agricultura, pecuária e supressão de vegetação exercem influência nas florestas, principalmente, aquelas em estágio avançado de regeneração natural, ocasionando sua fragmentação. Estes fragmentos florestais podem se tornar ecossistemas de referência que servem como modelo para o planejamento de projetos de restauração e, posteriormente, para sua avaliação. O presente estudo teve por objetivo caracterizar ecossistemas de referência situados na região carbonífera catarinense, por meio da compilação de dados de estudos florísticos e fitossociológicos. As espécies foram classificadas com relação as síndromes de dispersão e polinização e categoria sucessional. Os fragmentos florestais preservados na região carbonífera de Santa Catarina são classificados como Floresta Ombrófila Densa submontana, e estão inseridos nas Bacias Hidrográficas dos rios Araranguá e Urussanga. Para este estudo foram utilizados os dados de sete levantamentos fitossociológicos de comunidades arbóreas, realizados de 1995 a 2016. Os trabalhos foram denominados como Cri1 e Cri2 (Criciúma), Orl (Orleans) e Sid1, Sid2, Sid3 e Sid4 (Siderópolis). Obteve-se um total de 288 espécies arbóreas. As famílias que se destacaram em riqueza foram Myrtaceae com 64 espécies (22,2%), Lauraceae com 23 espécies (8,0%), Fabaceae com 18 espécies (6,2%) e Rubiaceae com 15 espécies (5,2%). Na área Cri1 foram listadas 116 espécies, sendo que Matayba guianensis Aubl. obteve a maior dominância absoluta (DoA), densidade absoluta (DA) e índice de valor de importância (IVI) e Myrcia splendens (Sw.) DC. obteve a maior frequência absoluta (FA). Em Cri2 foram listadas 134 espécies, destacando-se Cryptocarya moschata Ness & Mart. com maior DoA e IVI, Alsophila setosa Kaulf. com maior DA e Myrcia pubipelata Miq. com maior FA. Euterpe edulis Mart. destacou-se por ter maior DA, FA e IVI nas áreas Orl, Sid1, Sid2, Sid3 e Sid4, enquanto Aspidosperma parvifolium A.DC (Orl), Ocotea catarinensis Me
Palavras-chave: Restauração ecológica; Florística; Fitossociologia; Região carbonífera; Fragmento florestal