Colonização por vegetação espontânea em estéreis de mineração de carvão a céu aberto
Iara Zaccaron Zanoni1; Bruno Retamar Rodrigues2; Patrícia Figueiredo Corrêa1; Guilherme Alves Elias1; Edilane Rocha Nicoleite3; Robson dos Santos1
1 Universidade do Extremo sul Catarinense; 2 Centro de Educação Profissional Abílio Paulo; 3 Centro Tecnológico SATC
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0093
Resumo
Os estudos básicos sobre a composição florística, a estrutura da comunidade colonizadora e da sucessão em áreas que se encontram abandonadas depois de ter paralisado o processo de mineração são ferramentas importantes a serem utilizadas para nortear estratégias para o planejamento de recuperação de áreas mineradas. No entanto, tais estudos abordando áreas degradadas por mineração de carvão ainda são raros no Brasil. A mineração de carvão a céu aberto realizada na bacia carbonífera catarinense, por décadas, resultou em inúmeros impactos ambientais, entre eles os mais marcantes foram a retirada da vegetação e a deposição de estéreis de mineração. O presente trabalho tem por objetivo relacionar a biologia das espécies vegetais e sua ocorrência sobre estéreis de mineração de carvão, e sugerir espécies de plantas para áreas em processo de recuperação ambiental. As áreas de estudo estão situadas nos municípios de Siderópolis e Treviso, localizados no estado de Santa Catarina, Sul do Brasil. O clima da região, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Cfa e a formação florestal é a Floresta Ombrófila Densa. Foram avaliadas sete áreas: Campo Ilha (A), Campo Belluno (B), Malha II Leste (C), Malha II Oeste (D), Cantão (E), Vila Funil (F) e Morosini (G). Em cada área foram selecionas cinco pilhas de estéreis nas quais foram alocadas duas parcelas, uma na base e outra no topo da pilha de estéreis, totalizando 70 parcelas. A lista florística contemplou todas as formas de vida (trepadeiras, herbáceas terrícolas, arbustos e árvores). Foram contabilizadas 85 espécies pertencentes a 29 famílias que estavam se regenerando sobre as pilhas de estéreis de mineração. As famílias que tiveram maior riqueza foram Asteraceae (35%), Poaceae (16%) e Melastomataceae (7%). As formas de vida predominantes em número de espécies foram herbáceas terrícolas (56%) e arbustos (19%), seguidas de árvores (18%) e de trepadeiras (7%). A área D apresentou a maior riqueza (41 espécies), seguida pelas áreas C e E (29 espécies), área A (26 espécies), ár
Palavras-chave: mineração a céu aberto; áreas degradadas; regeneração natural; recuperação ambiental