ESTUDO DA ADSORÇÃO DE NÍQUEL EM ZEÓLITA SINTÉTICA MERLINOÍTA E ZEÓLITA COMERCIAL CLINOPTILOLITA PARA APLICAÇÃO EM TRATAMENTO DE EFLUENTES
Patricia Hubner1; Nicoly Donati1; Luci Kelin de Menezes Quines1; Isabel Cristina Tessaro1; Nilson Romeu Marcilio1
1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0070
Resumo
Neste trabalho realizou-se um estudo de adsorção de íons de níquel na zeólita merlinoíta, sintetizada a partir de cinzas provenientes da combustão de carvão mineral, e na zeólita comercial clinoptilolita, visando à possibilidade de utilização desses materiais como adsorventes no tratamento de efluentes. Inicialmente fez-se a síntese da zeólita merlinoíta, a partir das cinzas leves provenientes da combustão do carvão mineral da Mina do Leão, seguindo o método de tratamento hidrotérmico alcalino clássico com solução de hidróxido de potássio com concentração de 5 mol L-1. Os materiais adsorventes, zeólita merlinoíta sintetizada e zeólita comercial clinoptilolita, foram caracterizados por fluorescência de raios X (FRX), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e capacidade de troca catiônica (CTC). Os estudos de adsorção foram realizados com uma solução sintética de íons Ni2+, oriundos do sal nitrato de níquel, variando o tempo de contato entre 15, 30, 45, 60, 120 e 180 minutos. Este mesmo ensaio foi realizado utilizando um efluente líquido, com predominância de íons níquel, proveniente de uma indústria galvânica, a fim de verificar a capacidade de adsorção dos íons níquel havendo influência de outros íons metálicos no meio. Após cada período de contato, os sólidos foram secos e encaminhados para ensaio de MEV, enquanto o líquido foi enviado para ensaio de espectroscopia de absorção atômica com chama (FAAS) para verificar a concentração de íons níquel remanescente em solução. A partir dos resultados obtidos para o ensaio de FRX, pode-se observar que a relação Si/Al da zeólita merlinoíta (2,54) é menor do que a relação Si/Al para a zeólita clinoptilolita (6,51) e pela análise de capacidade de troca catiônica se constatou que a zeólita merlinoíta é a que possui melhores características para adsorção de níquel, pois apresentou maior CTC (1,94 meq NH4+ g-1) quando comparada à zeólita clinoptilolita que apresentou CTC de 1,42 meq NH4+ g-1. Dessa forma, esperava-se que a zeólita merlinoíta sintetizada fosse um melhor adso
Palavras-chave: adsorção de íons níquel; zeólita merlinoíta; zeólita clinoptilolita; tratamento de efluentes