C Conferentia Proceedings
CBCM2017-0060 Área de Meio Ambiente: Recuperação de áreas degradadas

Ensaios de infiltração e permeabilidade: estudo comparativo da sua representatividade na aferição da eficácia da impermeabilização das camadas de cobertura de áreas degradadas pela mineração carvão

Denise Olimpio Ugioni Garcia1; Antônio Sílvio Jornada Krebs1; Luciane Garavaglia1; Roberto Romano Neto1; Luiz Gonzaga Borges de Medeiros1; André Aléssio Berti1; Renata Scheffer Cardoso1

1 Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina - SATC

Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0060

Resumo

No que se refere ao método de aferição da camada de baixa permeabilidade, no questionamento entre ensaio de permeabilidade ou ensaio de infiltração in situ, já é sabido que cada ensaio gera um valor distinto, não podendo ser convertido na mesma unidade e comparados. O ensaio de infiltração in situ (cilindros concêntricos) tem vantagens e desvantagem, a vantagem seria de que a área amostrada é maior, em relação ao ensaio de permeabilidade, e que o ensaio é realizado sobre toda a camada de proteção (vegetação + solo construído + camada compactada) e o resultado do ensaio é conhecido no mesmo dia. A desvantagem seria de que o resultado gerado não é o coeficiente (parâmetro) utilizado para aferir a camada compactada, o resultado deste ensaio é a velocidade de infiltração básica (VIB), em que a água entra no solo, método este utilizado para aplicar as técnicas de irrigação. Para o ensaio de permeabilidade (em laboratório), o mesmo gera o coeficiente "k", o qual é o valor utilizado para aferir a permeabilidade da camada compactada. Porém, tem a desvantagem de amostrar apenas a camada em pequena escala, assim, as camadas superiores (vegetação + solo construído) ficam excluídas no que se refere a barreira capilar. Durante a coleta da amostra indeformada, por mais que se tenha cuidado, existe o risco de compactar ainda mais a amostra, pois a mesma é extraída com trado tipo Uhland, que é cravado com golpes sobre a camada ensaiada. A amostra coletada é transportada para o laboratório e moldada em um permeâmetro, sendo que, em alguns casos, são necessários quatro dias (96h) de ensaio para conseguir o resultado de permeabilidade naquela amostra. Também é possível que após as 96 h de ensaio não consiga os resultados, pois a amostra não satura. Em algumas amostras para saturar é necessário a utilização de bomba para forçar a entrada de água na amostra ensaiada, na maioria dos casos, o corpo de prova é destruído. Este método forçado gera uma condição não natural de entrada de água através da aplicação de pressão d'agua. Exist

Palavras-chave: Recuperação de área degradada; Geotecnia; Mineração de Carvão

Como citar

Denise Olimpio Ugioni Garcia; Antônio Sílvio Jornada Krebs; Luciane Garavaglia; Roberto Romano Neto; Luiz Gonzaga Borges de Medeiros; André Aléssio Berti; Renata Scheffer Cardoso. “Ensaios de infiltração e permeabilidade: estudo comparativo da sua representatividade na aferição da eficácia da impermeabilização das camadas de cobertura de áreas degradadas pela mineração carvão”. V Congresso Brasileiro de Carvão Mineral. CBCM2017. 2017. DOI: 10.20906/CPS/CBCM2017-0060