INFLUÊNCIA DE INTRUSÕES DE DIABÁSIO E FALHAS INVERSAS NO COMPORTAMENTO DAS CAMADAS DE CARVÃO NAS PROXIMIDADES DA FAIXA COSTEIRA DO SUL DE SANTA CATARINA
Antonio Sílvio Jornada Krebs1; Roberto Romano Neto1; Luciane Garavaglia1
1 Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC)
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0053
Resumo
A presença de intrusões de diabásio junto às camadas de carvão em Santa Catarina, já é um tema bem conhecido e bastante estudado. Porém, a presença de falhas inversas, geneticamente relacionada a estas intrusões, secionando a sequência gonduânica, onde estão contidas as camadas de carvão é um assunto novo. Sabe-se que, à medida que se dirige em sentido da linha de costa, as unidades geológicas sofrem um afundamento gradativo, controlado por falhas regionais N60E. O estudo geofísico através de levantamento magnetométrico, realizado nesta faixa costeira, demonstrou a presença de corpos de diabásio em toda esta porção até uma profundidade de 200m, sendo que em profundidades compreendidas entre 300 a 400m, somente em locais mais restritos situados mais próximos da linha de costa. A leitura dos perfis litológicos dos furos de sonda, bem como interpretação das seções geológicas realizadas, indica que nesta porção costeira, onde posicionam-se as camadas de carvão, ocorrem três soleiras de diabásio, emplaçadas em diferentes intervalos estratigráficos. A soleira posicionada no intervalo estratigráfico mais superior, está intrudida na Formação Irati. Com relação a soleira intermediária, a modelagem da variável de espessura do maciço rochoso intercamadas Barro Branco e Bonito permitiu estimar a delimitação dessa soleira e o controle que a mesma exerce sobre a espessura do maciço intercamada, fazendo com que o mesmo apresente espessuras variáveis de 31,66 m em furos realizados nas proximidades da BR101, até 150,35 m em furos executados nas proximidades da linha de costa. Em Araranguá, onde ocorre esta soleira, foi identificada uma falha regional N750W, que no intervalo estratigráfico da camada Barro Branco, comporta-se como falha inversa, com rejeito vertical da ordem de 90m e no intervalo estratigráfico correspondente à camada Bonito esta mesma falha comporta-se como falha normal com rejeito vertical da ordem de somente 5m. Este fato demonstra que a soleira de diabásio, que nas proximidades da falha possui espessura de 98m
Palavras-chave: Camada de carvão; Soleira de diabásio; Falha inversa