Análise de cenários da hipotética ruptura da barragem de decantação de finos da Usina de Beneficiamento Rio Fiorita, Siderópolis, SC
William de Oliveira Sant Ana1; Jefferson de Faria1; Fernando Bonato2; Roberto Romano Neto1; Clederson Salvaro Brolesi3
1 Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina - SATC; 2 B & S Engenharia Ltda; 3 Carbonífera Belluno Ltda.
Baixar PDF doi:10.20906/CPS/CBCM2017-0051
Resumo
O Núcleo de Meio Ambiente do Centro Tecnológico SATC (CTCL) executou estudo da hipotética ruptura da barragem de decantação de finos da Usina de Beneficiamento Rio Fiorita, Carbonífera Belluno Ltda., localizada no município de Siderópolis, SC. Foi realizada modelagem de cenários, que pudessem demonstrar a velocidade de propagação da onda mecânica do fluido, a profundidade e extensão da mancha de inundação, a serem representados em mapa, isto para diferentes tomadas de tempo após a ruptura, em atendimento à Lei nº. 12.334, de 20 de setembro de 2010. Como método, adotou-se cálculos manuais e cálculo bidimensional, baseado no modelo digital do terreno, na qual os procedimentos congregaram três diferentes fases: a reunião da base cartográfica, a escolha do software e modelo para gerar os cenários e, por fim, os dados de entrada para o modelo matemático. Como parâmetros de entrada do modelo considerou-se que a barragem (bacia de finos de beneficiamento de carvão) possui 4 pontos críticos ou frágeis de rompimento e geração de rupturas , na qual, por análise sensitiva, foi verificada que a ruptura nordeste - NE, seria de maior risco, uma vez que se situa de frente para terrenos de topografias mais baixas, em que foi instalado o lavador da empresa, bem como próxima ao rio Fiorita. Os resultados da modelagem e o hidrograma de rompimento da barragem indicaram que com 40 segundos após o rompimento as águas já transpõem a estrada interna situada na base do talude da barragem, com 2,5 metros de lâmina d'água, e estas já atingem o Lavador 1, e o fluxo do fluido atinge velocidade média de 6 m/s. A 1 min e 40 segundos, nos lavadores, a água está cerca de 3 metros, e a velocidade desta torrente atinge de 3 a 4 m/s, com vazão de pico de 300 m3/s. Ao final do evento, pelo princípio dos vasos comunicantes, não ocorre o total esvaziamento do reservatório, ficando o fluído concentrado em setor baixo do pátio operacional, afetando mormente este, sem maiores implicações à estradas vicinais e a terceiros. Da mesma forma, o material prove
Palavras-chave: Ruptura de barragens; Modelagem bidimensional de cenários